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Bêbado diz que é sobrinho de deputado, que compra juízes e ameaça policiais de morte


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Esta postagem foi publicada em 14 de abril de 2020 Notícias, Política.

Ao ser preso, homem disse que policiais militares ‘passam fome, recebem um salário de merda’ e que estavam prendendo ele por inveja, ‘pois ele deu certo na vida’.

Homem embriagado é preso tentando invadir uma loja de conveniência em Várzea Grande, diz que é sobrinho de deputado, que compra todos os juízes, tenta subornar os policiais e, já na delegacia, ameaça os militares de morte.

A confusão aconteceu na madrugada desta terça-feira, numa loja de conveniência localizada no bairro Guarita, em Várzea Grande. A Polícia Militar foi acionada por funcionários da conveniência devido à presença de um suspeito que tentava invadir o estabelecimento. Quando uma equipe chegou ao local, o acusado não estava mais lá.

A funcionária da loja relatou que o homem estava muito agressivo e perturbava seu trabalho, Quando os policiais deixavam o local, se depararam com o homem retornando num veículo Fiat Uno, vermelho, Placa DAG-6533.

De acordo com os policiais, o homem estava em visível estado de embriaguez, com forte odor de álcool, olhos avermelhados, fala embaralhada. Os policiais ainda relataram arrogância, agressividade, entre outros sinais.

A todo o momento o homem ameaçava os policiais, afirmando ser sobrinho de um deputado, que não podiam prendê-lo. Acabou recebendo voz de prisão imediata.

O homem resistiu à prisão e teve que ser algemado e colocado, com uso de força, dentro da viatura. No caminho para a delegacia, tentou subornar os policiais. Ofereceu R$ 100 e falou para seguirem até a casa dele que daria mais dinheiro.

Já na delegacia, passou a afirmar que “compra todos os juízes do Estado de Mato Grosso”. Disse que os policiais militares “passam fome, recebem um salário de merda” e que estavam prendendo ele por inveja, “pois ele deu certo na vida”.

O homem se recusou a fazer o teste do etilômetro, momento que ficou ainda mais nervoso passando a jurar de morte os policiais militares. Foi confeccionado auto de constatação de alteração da capacidade psicomotora e o veículo foi recolhido. Ele é acusado de corrupção ativa, desacato, ameaça, perturbação do sossego, tráfico de influência,  resistência à prisão e embriaguez.

Proprietário da conveniência diz que não houve confusão no local e que só chamou a Polícia porque o bêbado estava incomodando seus funcionários. Que ele não estava no local na hora dos fatos.

O nome do preso não foi divulgado pela PM, por causa da lei de abuso de autoridade.

Fonte: RepórterMT


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