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Coronavírus já atingiu 98% dos empresários de Mato Grosso


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Esta postagem foi publicada em 9 de abril de 2020 Destaque 1, Notícias.

A economia já sente os efeitos da restrição à circulação de pessoas e do isolamento social. O Novo Coronavírus (Covid-19) mudou as cidades, o modo como as pessoas consomem e os empresários vivenciam os reflexos disso. De acordo com a pesquisa do Sebrae Mato Grosso “Percepção de Lideranças Empresariais de Mato Grosso sobre os Impactos do Coronavírus nos Negócios e na Economia”, a maioria dos empresários apontou que a crise da Covid-19 já impactou a sua empresa de forma negativa (97,94%).

Desenvolvida entre os dias 26 e 27 de março, a pesquisa ouviu 354 empresários líderes de diversas atividades em municípios das principais regiões econômicas do Estado: Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Confresa, Cuiabá, Juína, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.

A pesquisa mostra que a queda de receita é a maior preocupação dos entrevistados, visto que as questões mais relacionadas a isso foram: a aqueda nas vendas (23,17%), a redução de consumidores (17,95%) e a redução das atividades da empresa (17,22%). Para o gerente da área de Inteligência Estratégica do Sebrae MT, André Luiz Schelini, isso chama muito a atenção. “Quando você está em uma retomada do crescimento e você tem uma parada, praticamente, brusca da sua atividade empresarial, isso afeta não só o negócio, mas todo o ecossistema em que a empresa está inserida”.

A pesquisa também revela o grau de preocupação para com o Novo Coronavírus dos empresários líderes: com uma nota média de 8 o que expressa intensa apreensão com a questão. Schelini analisa que mesmo em um período de retomada na economia, no qual vivíamos, o mundo já recebia sinais de que vinha uma crise externa. “Vimos a doença crescer, tomar dimensões cada vez maiores e sendo propagada e acreditamos que isso não fosse chegar, minimizamos ela. E talvez isso seja a grande razão da preocupação, pegou todo mundo de surpresa, ninguém levou a sério de que se tratava de um problema de saúde pública mundial”.

 

Outro ponto significativo é que 57,63% dos líderes disseram que possuem pouco conhecimento sobre as medidas trabalhistas e econômicas já tomadas pelo governo federal para proteger as empresas brasileiras. Ao mesmo tempo, 78,81% dos empresários falaram que já haviam tomado alguma medida de gestão protetiva em razão da Covid-19. Dentre as ações mais nomeadas estão: a intensificação da higiene no ambiente de trabalho (20,18%); orientações sobre o Novo Coronavírus aos funcionários (18,49%); a suspensão do atendimento presencial, com manutenção do atendimento remoto (8,15%); e a redução de estoque/compras e o home office, que totalizaram 7,85% de citações, cada.

O gerente de Inteligência Estratégica do Sebrae MT ressalta que o problema da Covid-19 não se trata de uma questão pontual de um setor econômico, de uma atividade ou de um território. “Ela é um problema sistêmico, que necessita e envolve uma governança para trabalhar na gestão dela. Então a saída, para pensarmos nos resultados, é desenvolver um trabalho em rede, para que esse ecossistema volte a se organizar e se reconfigurar”, explica Schelini.

Para o gerente, os negócios precisam se adaptar para a atual conjuntura. “Imagina, isso é uma mudança muito brusca, pois empresas que só trabalhavam no meio físico tiveram que partir para o digital, as empresas que já atuavam no digital tiveram que se fortificar, pois em tese, há muito mais concorrência no ambiente digital. É um contexto em que a economia brasileira ainda estava engatinhando, muitos especialistas falam que enfrentamos cinco anos de digitalização em 15 dias. Muitas empresas tiveram reinventar o seu negócio”.

Sobre isso, a pesquisa “Percepção de Lideranças Empresariais de Mato Grosso sobre os Impactos do Coronavírus nos Negócios e na Economia” apresenta algumas das medidas de gestão já tomada pelos empresário. Dentre as mais citadas como inovadoras estão: atendimento ou vendas remotas – online ou telefone (17,31%), delivery (13,46%), produção e divulgação de conteúdos (9,62%), revezamento da equipe por escala e turnos (7,69%). “Não é apenas ter um site ou WhatsApp, a digitalização de um negócio envolve mudanças de processos, de cultura e de comportamento da equipe”, afirma Schelini.

Em concomitância as medidas de gestão que os empresários estão com mais dificuldades para implantar são: reduzir custos (29,92%), implementar vendas pela internet (14,17%), implementar home office (12,60%), implementar delivery (8,66%). “Além de outras adversidades, do ponto de vista sistemático, como a flexibilização dos impostos, de contas que não estão sendo pagas, abertura de linha de crédito, auxilio para as empresas, tudo isso exigiu de todos que não se prepararam”, cita o gerente.

O que também ascende o alerta para a manutenção dos empregos. Apesar da maioria dos empresários (60,73%) relatarem que o número de pessoas ocupadas nas empresas permaneceu o mesmo, com os impactos da Covid-19, 38,98% deles contam que houve uma redução das pessoas ocupadas nas empresas, devido a crise atual.

A pesquisa, ao comparar o total de pessoas ocupadas atualmente nas empresas (14.183 empregos) e a expectativa dos empresários quanto ao total de pessoas que estarão ocupadas daqui três meses nos seus negócios (12.938 empregos), avalia uma queda de empregos de 9% entre as empresas pesquisadas nos próximos três meses (redução de 1.245 empregos).

“Queda de 70% da comercialização de produtos e redução de quase 60% do faturamento das empresas. Isso reflete não só no capital de giro, mas na manutenção da sua equipe. Os empresários precisam conhecer melhor as medidas que o próprio governo está colocando de auxilio. Muitas ações estão vindo para ajudar”, esclarece Schelini.

Mais do que nunca o cliente é a resposta para os empresários. O modo de consumir mudou, a humanidade não será mais a mesma pós-pandemia da Covid-19, o hábito digital está mais intrínseco na sociedade. E segundo o gerente de Inteligência Estratégica do Sebrae MT isso traz outro ponto crucial: a relação de confiança entre os clientes e os negócios.

“É fundamental, essa relação de confiança para que ele possa manter a sua clientela, fazer a empresa girar, tomar medidas de contingência, para manter a sua operação. O trabalho de proximidade com o cliente de saber como ele, onde ele tá, é essencial e o cliente vai valorizar as marcas em que ele já tem essa percepção, de confiança e de credibilidade”, finaliza Schelini.

O Sebrae Nacional também desenvolveu uma pesquisa, junto a um universo de 9.105 donos de pequenos negócios pelo Brasil, e mostra, na média que a redução no faturamento das empresas foi de 69%.  Além disso, os empresários ouvidos ressaltam que, mesmo adotando uma estratégia de venda online, o faturamento anual do negócio sofreria uma queda de 74%, caso as políticas de isolamento social sejam mantidas por um período de dois meses.

 

 

 

Fonte: Folha Max


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