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Delação de Riva enche 57 caixas, atinge três Poderes e empresários


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Esta postagem foi publicada em 21 de fevereiro de 2020 Notícias, Política.

A delação do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, homologada pelo Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (20), está dividida em 57 caixas ‘box’ que estão na sede do Ministério Público de Mato Grosso (MPE). A colaboração premiada atinge crimes praticados ao longo de 20 anos nos Poderes Executivo, Legislativo e, “em tese”, no Judiciário. Além dos documentos físicos, Riva também entregou pen drive contendo arquivos audiovisuais que comprovam os crimes de corrupção.

De acordo com a decisão que homologou a delação, proferida monocraticamente pelo desembargador Marcos Machado, as “caixas box” contém documentos e as declarações do colaborador sobre as supostas condutas ilícitas praticadas pela organização criminosa.

“O conteúdo da colaboração envolve supostas condutas ilícitas atribuídas a ex-parlamentares e gestores, ocupantes de mandatos e cargos públicos e servidores públicos, além de empresários e pessoas jurídicas, que formaram quadrilha, posteriormente associação e aparente organização criminosa ao longo de mais de duas décadas, institucionalizando a corrupção nos poderes Legislativo e Executivo, a ponto de alcançar, em tese, membros do Poder Judiciário, em que pese as inafastáveis garantias do contraditório e da ampla defesa, em processos administrativos e judiciais, na forma da lei”, ressalta Machado.

A homologação coloca em sigilo todos os documentos e declarações futuras que serão feitas ao longo dos depoimentos de Riva. Há informação de que ao menos 38 deputados, inclusive atuais, estejam na lista de crimes de corrupção.

O sigilo das informações, conforme o Judiciário, é uma garantia para as próximas ações de investigação e possíveis operações policiais para recuperar os valores desviados por corruptos dos cofres públicos mato-grossenses.

Ainda segundo o desembargador Marcos Machado, a homologação da delação de Riva busca derrubar máscaras de governadores, deputados e secretários de Estado que se pintam de pessoas honestas.

“O histórico de fatos políticos e administrativos, por si, invoca a aplicação do instituto da colaboração premiada, seja para necessária reversão das práticas políticas instaladas e desenvolvidas no âmbito dos poderes políticos no Estado de Mato Grosso, de modo a restaurar o interesse público primário e resgatar os primados da lei e da ordem, seja para revisar biografias de homens/mulheres públicos (as) ou que se apresentam com status de idoneidade moral e respeitabilidade social ao relacionarem-se, de algum modo, com governadores, parlamentes e secretários de Estado”, assina o desembargador  ao homologar a delação de Riva.

 

Fonte: Reporter MT


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