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Deputado chama agro de “predador da economia” e cobra primos Maggi


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Esta postagem foi publicada em 2 de maio de 2020 Destaque Slide Topo, Notícias.

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Eduardo Botelho (DEM), não poupou palavras nesta quinta-feira (30), para fazer duras críticas contra a frente do agronegócio, lideradas pelos grandes empresários, Blairo Maggi e Eraí Maggi. De acordo com o parlamentar, essas lideranças atuam como “predadores da economia” em Mato Grosso.

“Eles vão só comprando, eles são predadores da economia. Os pequenos vão perder muito e eles vão aumentando, comprando tudo. Nós temos empresários aqui hoje, que ele já é o maior produtor de soja, o maior produtor de algodão, o maior produtor de peixe, o maior produtor de carne, o maior produtor de energia. E aí eu falei, só falta a borracharia, vai virar borracheiro também”, disparou durante entrevista ao programa Opinião (TV Pantanal).

Botelho sustenta que esse seria o momento perfeito para que a linha de frente do agro ajudasse os pequenos empresários, que serão duramente prejudicados com os reflexos da pandemia do coronavírus. Segundo ele, falta um pouco de sensibilidade dos “chefões do agro” para contribuir com Estado, principalmente, diante do cenário atual que o Estado enfrenta.

“Os grandes líderes do agronegócio para o nosso orgulho, são aqui de Mato Grosso. Chamam-se Blairo Maggi e Erai Maggi. Eles deveriam nesse momento mostrar grandeza, assumir uma frente de uma liderança e de uma discussão. Isso que eu queria ver, mas até agora eu não vi isso”, enfatizou.

O democrata reconheceu que o setor é importante para Mato Grosso, contudo, defendeu que é necessário que o Governo coloque um limite nisso. “Todo ano a fortuna deles cresce a números astronômicos, será que não que não podem dar um passo a trás, dar uma contrapartida e ajudar, colocar recursos com o Estado?”, complementou.

Botelho ainda colocou em dúvidas sobre as formas como adquiriram fortunas. “Ninguém fica rico agindo tudo certinho, se esquece, alguma coisa ele fez, ele explorou um trabalhador, ele fez alguma coisa. Tem perdão? Tem. Uma hora dessa e ajuda o povo e faz sua contribuição”.

Por fim, Botelho ainda deixou claro que não viu com “bons olhos” a doação dos 10 leitos completos de unidades de terapia intensiva (UTI) que os grupos agrícolas do país, Amaggi, Bom Futuro e Scheffer fizeram ao o Hospital de Sapezal (à 409 km). Segundo o chefe da casa de leis, a ato foi feito por interesses próprios.

“Foi para família deles, a família deles está toda lá. Ah beleza, ‘doamos aqui… para nossa família’. Ótimo.  Bonito isso, né? E o povo de Mato Grosso, de Cuiabá?”, finalizou.

Fonte: Folha Max


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