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Deputado de RR avisa que Riva tenta “fugir de responsabilidades” em MT


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Esta postagem foi publicada em 8 de maio de 2020 Destaque Slide Topo, Notícias.

Haroldo Cathedral nega qualquer ilícito na AL e acusa Riva de invenção.

O deputado federal Haroldo Campos, o “Haroldo Cathedral” (PSD-RR), rebateu as acusações do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva, que disse em seu depoimento de colaboração premiada que o parlamentar de Roraima fez parte de um esquema de desvios de recursos no Poder Legislativo mato-grossense anos 2002.  A Reportagem conversou por telefone com o deputado Haroldo Cathedral na última terça-feira (5).

Questionado sobre o suposto envolvimento no esquema, o parlamentar explicou que ocupava apenas um cargo burocrático de chefia no órgão, e que cumpria as ordens dos deputados estaduais. José Riva contou em sua delação premiada no Ministério Público do Estado (MPMT) que Haroldo, então secretário de recursos humanos da ALMT entre o fim dos anos 1990 e início de 2000, participava de um esquema de pagamentos a funcionários fantasmas do órgão através de empréstimo no extinto banco Real.

O objetivo era saldar uma dívida com o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que emprestava dinheiro para políticos de Mato Grosso em suas campanhas eleitorais. O deputado federal de Roraima, entretanto, rechaça a ocorrência de irregularidades.

Por telefone, Haroldo Cathedral contou que, como secretário de recursos humanos da ALMT, apenas levava ao antigo Banco Real – que segundo Riva também participava no esquema -, a lista de servidores que tinham interesse em empréstimos consignados. Segundo o deputado federal, ele não imaginava que os recursos seriam utilizados para “fins obscuros”. “Como secretário do departamento de Recursos Humanos eu apenas levava a lista de servidores que tinham interesse em desconto de empréstimos consignados [na folha de pagamento] e jamais soube que os recursos seriam utilizados para fins obscuros”, explicou o parlamentar.

Num outro trecho da delação premiada, José Riva afirmou que o então secretário de Recursos Humanos também se beneficiava dos pagamentos e, com o dinheiro, construiu a primeira unidade de ensino superior privada de Roraima, no ano de 2001 – a Faculdade Cathedral. A informação também foi negada pelo atual deputado federal.

Haroldo afirma ter levantado a instituição de ensino com outros dois sócios, alugando salas em prédios de menor porte. “Começamos a construir a faculdade em três sócios. Alugamos salas em pequenos prédios, com muita dificuldade, e se desfazendo de patrimônio pessoal para botar a faculdade em pé”, conta.

Por fim, Haroldo Cathedral – o deputado mais votado de Roraima nas eleições de 2018 e que está em seu primeiro mandato como parlamentar na Câmara Federal -, disse também que José Riva “nunca” conseguirá provar as acusações realizadas na colaboração premiada. “Tudo é invenção do Riva. Ele tá querendo usar os outros como bode expiatório para fugir das próprias responsabilidades. O Riva não tem como provar isso nunca”, disse.

DELAÇÃO

A colaboração premiada do ex-deputado estadual José Riva foi homologada no dia 20 de fevereiro de 2020. Em seu acordo de colaboração premiada, José Riva prometeu devolver cerca de R$ 93 milhões aos cofres públicos.

 

 

 

Fonte: Folha Max


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