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“Ele começou a me estrangular”, diz mulher de vice à PM de SC; ouça


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Esta postagem foi publicada em 12 de agosto de 2021 Destaque Slide Topo, Notícias.

Um áudio mostra o momento em Viviane Kawamoto Pivetta ligou para a Polícia Militar de Santa Catarina pedindo ajuda e denunciando a agressão sofrida pelo companheiro, o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, em Itapema, no Norte catarinense, em 7 de julho. Na ligação ela diz ao policial que foi estrangulada e espancada.

O político foi denunciado pela Polícia Civil por lesão corporal leve contra a companheira na noite de 7 de julho. Ele chegou a ser preso no dia após ser conduzido pela Polícia Militar à delegacia, mas foi liberado após pagar fiança. A defesa dele nega as agressões.

Na ligação, ela diz que saiu escondida de casa para fazer a ligação para a polícia e que para se defender das agressões, apertou o testículo do marido.

Veja a transcrição da ligação:

Policial: Polícia militar!

Viviane: Oi! Eu quero fazer um pedido de ocorrência.

Policial: Pode falar!

Viviane: Violência doméstica. Aqui na 225.

Policial: O que aconteceu?

Viviane: O meu marido me espancou.

Policial: 225… Você está em casa ainda?

Viviane: Tô aqui do lado de fora.

Policial: E ele? Ele tá na casa ainda?

Viviane: Eu não vi. Eu saí escondida. Eu tava presa no banheiro até agora.

Policial: Não chegou a ver se ele saiu da casa?

Viviane: Não! Ele tentou quebrar meu telefone para eu não fazer ligação.

Policial: Tá! E a senhora tá na frente de qual número?

Viviane: Eu tô aqui na frente do prédio, no Continental, na 225.

Policial: E qual o número do prédio?

Viviane: 10

Policial: Como é que é o nome da senhora?

Viviane: Viviane Pivetta.

Policial: Ele tava embriagado? Sabe se ele é usuário de droga?

Viviane: Não! Não!

Policial: E por que ele bateu na senhora?

Viviane: A gente teve uma discussão durante o dia, normal… E agora à noite ele me falou: “vamos orar!” E eu fui com ele na sala e lá eu tava com a coberta e ele começou a me estrangular com a coberta. E bater com minha cabeça no sofá. E começou a me chutar. E eu, pra me defender…. E ele pegou meu telefone… “você vai ligar pra polícia? Vai ligar pra polícia? Ele pegou meu celular e começava bater no chão.

E eu segurei no testículo dele até ele me soltar. Na hora que eu comecei a apertar que ele me soltou.

Policial: Tá! Só aguardar, tá senhora!

Viviane: Vai demorar?

Policial: Não sei te dizer, senhora. Isso aí vai depender da disponibilidade das viaturas. É só aguardar aí na frente.

Viviane: Tá!

A Polícia Militar levou cerca de 20 minutos para chegar no local. A Central de Emergência recebeu a ligação às 21h35 e a viatura foi para o local às 21h53, chegando no apartamento às 22h04, segundo a Polícia Militar.

O inquérito sobre o caso foi enviado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) no dia 8 de julho. Como Pivetta tem foro privilegiado, o MPSC solicitou declinação de competência para o Tribunal de Justiça (TJ) sobre os autos e o Juízo da Comarca irá avaliar o pedido e remeter os autos para a análise na instância superior, caso entenda que o caso deve ser apurado pelo TJ. Procurado pelo G1 nesta quinta, o TJSC não passou informações sobre o caso.

O laudo de corpo de delito comprovou a agressão sofrida pela mulher no apartamento de veraneio da família. O exame foi feito pelo Corpo de Bombeiros e apontou escoriações e hematomas na cabeça, nos braços e dedos, nos lábios e nas coxas de Viviane Kawamoto Pivetta. O laudo também mostra que Pivetta apresentava escoriações no pescoço, tórax, mão esquerda e na genitália.

A defesa do vice-governador emitiu nota sobre o áudio. “Em respeito às partes, repudiamos o vazamento de áudio que, de maneira seletiva, pode induzir e prejudicar a resolução do caso que corre em segredo de justiça”, afirmou o advogado Rodrigo Cyrineu.

Procurada no dia 4 de agosto, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) se manifestou em nota informando que repudia qualquer tipo de violência contra a mulher. Explicou ainda que diante de uma solicitação feita pelo atendimento 190, os agentes se deslocaram até o local e fizeram o atendimento de forma protocolar, conforme os procedimentos operacionais padrão da instituição

OUÇA AQUI O ÁUDIO

 

Fonte: G1-MT


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