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Enfermeira faz ligação com vídeo e, da UTI, conecta pacientes com Covid à família


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Esta postagem foi publicada em 17 de julho de 2020 Destaque Slide Topo, Notícias.

m gesto simples e tocante deu destaque à enfermeira Kézia Pereira, de 29 anos, de Barra do Garças (a 516 km de Cuiabá), entre tantos profissionais da saúde, na linha de frente contra a Covid-19, nos hospitais de Mato Grosso. Por compaixão aos pacientes, na internação solitária, e familiares, separados pela doença altamente contagiosa que impede visitas e muito menos acompanhante, da UTI ela faz ligação com vídeo, com o próprio celular, e os coloca em contato. O resultado disso é muita emoção, choro, gratidão eterna.

Quando o senhor Adelito Moreira, de 94 anos, atingido pela Covid-19, se internou no Hospital Municipal de Barra, filhos e demais parentes e amigos ficaram muito preocupados. Não só pela idade avançada, mas também porque a enfermidade tem se mostrado traiçoeira, levando vidas até independentemente da idade e de doenças pré-existentes.

Na internação, Adelito tem se saído bem, até agora, se mantendo firme. Mas a distância dói. A filha dele, socióloga Olga Lustosa,  chorou de emoção, quando Kézia ligou para ela, mostrando o idoso, no leito hospitalar. Ele também ficou comovido. “Quando uma boa alma da enfermagem ajuda, fazemos ligação por vídeo”, relata Olga. “Ele tem 94 anos, precisa acreditar que vai sair. A ligação foi muito importante para isso. Sou muito grata pelo gesto de sensibilidade da Kézia. Eu ligava buscando notícias e a sugestão de que eu poderia falar por vídeo com meu pai foi dela”.

Olga lustosa

Olga se emociona ao ver o pai, poder falar com ele

Kézia é enfermeira em duas UTIs em Barra, uma pública, no Hospital Municipal, e outra privada, no Barra Med. Na rotina, trabalha completamente paramentada, com máscara e também outra de polipropileno por cima, aquela que parece de soldador. Jaleco descartável, luvas e afirma que sem medo e com muito amor. “Penso: e se fosse da minha família?”

Em meio à pandemia, se diz uma apaixonada pela área intensiva e de emergência. Ao invés de querer sair correndo, largar o jaleco e ficar quieta em isolamento, afirma que “estar atuando é muito prazeroso”.

As ligações, para ela, não são nada demais, apenas um gesto de compaixão mesmo. “Para falar a verdade fiquei surpresa pelo que eu faço ter destaque, porque é algo que a gente quase não se vê, que é o reconhecimento da profissão e para mim eu estava fazendo algo natural (as ligações), nesse momento de tantas angústias, tristeza e isolamento familiar, ainda mais aos que estão em unidades hospitalares, então, como eu sempre procuro tranquilizar meus pacientes, achei por bem fazer esse gesto, pois entendo que essa situação é imprevisível e a cada instante que pudermos  fazer o nosso melhor para aproximá-los de seus familiares, é de grande importância, tentar amenizar a angústia do momento é  sempre muito importante”.

 

 

 

Fonte: RD News


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