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Ex-prefeito e ex-deputado Oscar Bezerra mistura política com religião e causa polemica entre internautas.


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Esta postagem foi publicada em 11 de novembro de 2020 Destaque 2, Notícias.

Depois de ficar fora de Juara por um período, principalmente depois que a sua mulher foi cassada do cargo de prefeita de Juara, pela Câmara de Vereadores, o ex-prefeito, ex-deputado e atual suplente de deputado, Oscar Bezerra (PV) reapareceu nessa campanha eleitoral para apoiar o candidato a prefeito Flavinho, do S0LIDARIEDADE.

Oscar participou de uma carreata no final de semana, surpreendendo o eleitoral juarense ao aparecer ao lado do ex-prefeito Priminho Riva, eterno desafeto seu na política local.

Mas foi em uma transmissão ao vivo pela internet, via Facebook (Live), na noite dessa segunda-feira, dia 09 de novembro, em entrevista concedida a um cabeleireiro, que o ex-prefeito conseguiu criar uma das maiores polêmicas de sua história política, ao fazer declarações tidas como homo fóbicas e de intolerância religiosa.

Bezerra resolveu fazer comparações dos candidatos, usando a opção religiosa de cada um, dizendo:

“Flavinho é cristão, católico. O Juninho, cristão, católico. Carlos Sirena, cristão, católico. O Nei, nós temos a restrição religiosa que ele é da umbanda. Isso eu como cristão, e agora evangélico, me preocupo. Juara tem mais ou menos nove mil evangélicos que votam, eu não consigo dimensionar como seria para um evangélico concordar com isso”, disse, se referindo ao candidato a vice-prefeito na chapa de Carlos Sirena (DEM), Valdinei Holanda, o Nei da Farmácia (PSL).

O ex-deputado lembrou que todas as denominações religiosas tem direitos adquiridos no Brasil, mas defendeu que existem “práticas ruins” em algumas religiões, dizendo que há uma guerra espiritual acontecendo, entre o bem e o mal.

Entre outras coisas, Oscar disse que vivemos em um país laico, mas que tem coisas perigosas que podem influenciar a juventude, a coisas ruins, até levar a prática de suicídio.

“Nós sabemos que existem práticas ruins no candomblé, nem sei qual é a denominação, mas é mais ou menos nesse sentido, que pode realmente trazer à cidade ares muito ruins”, declarou.

O ex-parlamentar ainda usou lideranças homossexuais como exemplo para sustentar que os gestores podem influenciar a população. “Em uma cidade muito próxima a nossa, não vou dizer qual, tinha um prefeito que tinha um direcionamento homossexual, o índice maior de saída do armário de Mato Grosso, uma influência porque a representação política são seus gestores”, pontuou.

Na manhã dessa terça-feira, dia 10 de novembro, o vídeo de Oscar falando sobre o assunto viralizou nas redes sociais, principalmente nos grupos de whatsapp, causando polêmicas de todos os tipos, uns criticando fortemente, uns poucos defendendo, mas a polêmica foi instalada mais uma vez na cidade.

Segundo um site de Cuiabá, Oscar teria se pronunciado e disse que foi uma opinião particular e que não houve discriminação:

“É uma opinião particular, não teve uma discriminação, teria se eu tivesse feito diretamente uma acusação sobre a denominação dele. Eu expressei a minha preocupação e é um direito que me cabe. Então estou tranquilo com relação a essa questão”, comentou.

O histórico de polêmicas criadas pelo ex-prefeito não é de hoje, quando prefeito da cidade foi acusado de agredir um servidor público em uma festa junina da prefeitura.

Oscar também foi acusado por um radialista da cidade de ter sido o mandante de uma tentativa de assassinato contra ele, que foi agredido quando morava em uma chácara na periferia da cidade.

Na eleição de 2008, quando perdeu por apenas 12 votos para o ex-prefeito Alcir Paulino, Oscar foi envolvido em outra polêmica, quando, supostamente, teria comandado uma tentativa de invasão ao fórum da cidade, enquanto lá dentro o juiz comandava a totalização dos votos.

Em 2013 Oscar se envolveu em outra polêmica e chegou a ser detido pela Polícia Militar, numa noite durante o período de campanha eleitoral para uma eleição extemporânea, realizada justamente por que foi candidato a prefeito em 2012, sendo o mais votado, vencendo o pleito mas assumiu por entrado na disputa mesmo inelegível, Oscar agrediu ao deputado estadual Dilmar Dal Bosco, usando uma arma indígena que carregava no carro.

Entre outras polêmicas, em setembro de 2017, quando visitava um colégio estadual de Juara, na companhia da esposa prefeita e de Pedro Taques, governador do estado na época, Oscar foi acusado de ter dado uma cotovelada no nariz e ameaçado de morte, a um repórter e proprietário de um jornal.

O proprietário do jornal relatou em sua página, que o deputado teria lhe agredido e ameaçado, devido a matérias publicada por ele em seu jornal. Ele registrou um Boletim de Ocorrências contra Oscar Bezerra, relatando e denunciando o fato.

Outras polêmicas envolvendo Oscar foram registradas em áudios, quando do episódio da cassação de sua esposa, quando ele teria dito que ele deveria “largar essa merda”, supostamente, se referindo ao cargo de prefeita.

Nas redes sociais, o empresário Nei da Farmácia, candidato a vice-prefeito pelo PSL na chapa de Carlos Sirena (DEM), se pronunciou enviando um texto para os amigos, dizendo que estava indignado.

“Indignado e lastimável algumas coisas!! Eu como cidadão e ser humano fiz muito por nossa terra. Fiz muito pelo social e irei continuar fazendo e afirmo que amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo sempre será meu Norte. Não vou responder o que o Oscar falou na Live no Flávio cabeleireiro. Melhor ser julgado que julgar, porém lastimável. Paz e luz”. Finalizou.

Fonte: Show de Notícias

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