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Flagrante completa 4 anos e Emanuel segue sem julgamento


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Esta postagem foi publicada em 25 de agosto de 2021 Destaque Slide Topo, Notícias.

Há exatos quatro anos, o Jornal Nacional, da TV Globo, exibia o vídeo em que o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi flagrado enfiando vários maços de dinheiro no bolso.

O rumoroso caso ficou conhecido nacionalmente como “Escândalo do Paletó”.

A cena deprimente foi feita no Palácio Paiaguás, em 2013, por um auxiliar de Silval Barbosa, que à época era governador de Mato Grosso.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as imagens mostraram que Emanuel, e outros deputados à época, estavam recebendo dinheiro de propina de Silval.

Para o MPF, o então governador combinou o pagamento de propina de R$ 600 mil para cada deputado estadual a fim de “garantir a governabilidade”.

O pagamento seria feito em 12 parcelas de R$ 50 mil.

No ano seguinte, Silval, em uma audiência na Câmara de Cuiabá, discordou do MPF.

– “Aquelas imagens que foram gravadas não têm nada a ver com mensalinho. Mensalinho era outra coisa. Aquelas imagens eram um acordo de extorsão que foi feito pelos membros do Legislativo”, disse.

“Aquelas imagens são fruto de extorsão que houve para não atrapalhar obras da Copa, MT Integrado e outras. Chegaram a pedir R$ 1 milhão. Chegamos a um acordo de R$ 600 mil para cada deputado e dividimos em doze parcelas”, disse.

Associação criminosa

Após a divulgação do vídeo, o MPF chegou a pedir a prisão e o afastamento de Emanuel, no Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido não foi analisado pelo STF, que determinou a baixa do processo para a 5ª Vara Federal de Mato Grosso, por conta do fim do foro especial por prerrogativa de função.

A denúncia só foi aceita pelo juiz Jeferson Schneider em setembro do ano passado.

Emanuel e outros 9 ex-deputados, que também foram flagrados recebendo dinheiro, respondem por corrupção ativa e associação criminosa. 

Além de Emanuel, também tornaram-se réus Baiano Filho, Luiz Marinho de Souza Botelho, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antônio de Azambuja, Ezequiel Fonseca, Airton Rondina Luiz (Airton Português) e José Domingos Fraga.

Na decisão, o magistrado chegou a determinar o afastamento do sigilo do processo. Mas, logo depois, voltou a decretar o sigilo.

Justiça lenta

Quatro anos depois, Emanuel Pinheiro, apesar do desgaste e da fama de corrupto, conseguiu se reeleger em Cuiabá.

De lá para cá, a única notícia que se tem do processo foi a decisão que homologou o acordo de não persecução penal, feito entre o ex-deputado petista Alexandre César e o Ministério Público Federal (MPF).

O ex-deputado admitiu que o dinheiro era oriundo de propina, mas que só havia recebido R$ 50 mil, justamente no dia em que foi gravado.

Pelo acordo, o ex-deputado ficou obrigado a devolver R$ 50 mil aos cofres públicos com juros e correções, além de pagamento de multa de R$ 64 mil e prestação de serviço à comunidade pelo período de 2 anos.

Em contrapartida, a ação penal foi arquivada.

Manifestação na Praça Alencastro

Os vereadores de oposição marcaram para as 16 horas desta quarta (25) uma manifestação na Praça Alencastro, em frente à sede da Prefeitura.

“Cantaremos “parabéns” para a impunidade. Há quatro anos o episódio estarreceu a todos e revelando o que há de mais podre na política”, disse Diego Guimarães.

Também estarão presentes a vereadora Michelly Alencar e os vereadores Tenente Coronel Paccola e Dilemário Alencar.

 

 

 

Fonte: Mídia News


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