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Governo federal “corta” R$ 26,5 mi de obras rodoviárias em MT e gera protesto


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Esta postagem foi publicada em 26 de junho de 2019 Notícias, Política.

Recursos previstos no Orçamento Geral da União destinados a obras rodoviárias em Mato Grosso foram remanejados pelo Ministério da Infraestrutura para atender “outras prioridades”, por meio de Portaria do Ministério da Economia e Planejamento. O ato, publicado no Diário Oficial da União, foi questionado pelo senador Wellington Fagundes (PR) junto ao ministro Tarcísio de Freitas, nesta terça (25), durante audiência pública realizada na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Ao todo, foram remanejados R$ 26,5 milhões das obras em Mato Grosso. De acordo com a Portaria 144, foram retirados recursos para a duplicação da BR-163 no trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, no valor de R$ 8 milhões; do contorno de Barra do Garças, no valor de R$ 10 milhões; e, para construção da BR-158, contorno da Reserva Indígena Marãiwatsédé, no valor de R$ 8, milhões.

“Não posso concordar com essa definição. É um absurdo. Essa situação vai inviabilizar tudo que temos trabalhado”, protestou o senador, que se disse “muito surpreso” com a publicação.

O ministro de Infraestrutura disse que, diante da crise fiscal, se deu a necessidade de fazer remanejamentos para “priorizar algumas obras”. Ele explicou aos senadores presentes na comissão que o reajuste foi definido através de critérios das condições das obras. “Estamos tentando desvestir um santo para vestir o outro”.

Freitas afirmou que “mais à frente” haverá novos remanejamentos, garantindo os recursos previstos no Orçamento para as obras.

Presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura, Wellington lembrou que a retirada de recursos da BR-163 é preocupante, uma vez que trata-se de uma rodovia de grande movimento de carretas e caminhões e uma das que mais ocorrem acidentes frontais. “Trata-se de uma luta muita antiga da nossa parte, preocupados com a logística de transporte, mas, sobretudo, com a vida das pessoas”, enfatizou o senador, ao destacar que o próprio ministro da Infraestrutura vinha colocando a conclusão da BR-163 como prioridade.

Barra do Garças

Ele também lamentou o remanejamento de R$ 10 milhões previstos para as obras do contorno viário de Barra do Garças. Lembrou que, há poucos dias, o presidente Jair Bolsonaro esteve no município mato-grossense lançando projeto de grande repercussão ambiental. Na ocasião, foi lançado o edital para obras de drenagem e encabeçamento das pontes do contorno. A conclusão desse empreendimento é apontada como a maior prioridade da população de Barra do Garças, Pontal do Araguaia, em Mato Grosso, e de Aragarças, em Goiás, que recebem todo o fluxo de carretas e caminhões da BR-070, cortando o centro das três cidades.

No caso da BR-158, da qual foram retirados pouco mais de R$ 8,5 milhões, Wellington reafirmou ser contrário a retomada do projeto de traçado original, cortando a reserva dos índios Xavantes. “Vamos gastar dois, três, quatro anos para o início das obras”, previu, ao lembrar que para o traçado não existem sequer licenças ambientais emitidas, ainda. Ele propôs que o Ministério da Infraestrutura, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), “ataque” nas duas frentes.

“Vai ficar um pouco mais caro atuar nos dois traçados. Mas a produção agrícola e pecuária desta região responde rapidamente pelos investimentos”, disse, ao lembrar que o projeto prevê a ligação da BR-158 com a BR-252.

 

 

Fonte: RD News


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