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GREVE DA EDUCAÇÃO: “Sindicato poderia ter esperado o fim do decreto de calamidade”


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Esta postagem foi publicada em 30 de maio de 2019 Destaque 1, Notícias.

Deputada critica greve, mas pede que governo se posicione sobre pagamento da dobra salarial

A presidente interina da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), defendeu que os profissionais da Educação, que estão em greve desde a última segunda-feira (27), poderiam ter esperado o fim do decreto de calamidade financeira, assinado pelo governador Mauro Mendes (DEM), para reivindicarem melhorias salariais.

Os grevistas pedem que o Governo cumpra a lei da dobra salarial, que foi aprovada em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos. O valor seria de R$ 200 milhões somente neste ano.

Em conversa com a imprensa, a parlamentar disse que os sindicatos possuem autonomia para decidir sobre movimentos paredistas, mas que seria necessária uma análise da situação do Estado.

O decreto foi baixado perlo governador em janeiro deste ano, por conta da gravidade nas contas do Estado. Tem validade de seis meses, mas pode ser prorrogado.

“Os sindicatos têm autonomia e a gente não tem como ficar opinando na decisão que eles tomam. Mas eu já tinha dito que achava um pouco precipitado agora. Que poderiam ter esperado o prazo do decreto de calamidade financeira para discutir qualquer pauta”, afirmou.

Para Janaina, a gestão de Mendes vem conseguindo recuperar o fôlego financeiro do Estado. Ela disse acreditar que, por conta do pouco tempo do início da gestão, a greve deve ter apoio de poucos parlamentares.

“A recuperação vem acontecendo. De forma lenta, mas vem acontecendo. Então, um prazo de quatro meses [de gestão], de certa forma, não gera tanto apoio, seja popular ou dentro do Legislativo. Mas já foi feito, é uma decisão do sindicato e agora vamos trabalhar para tentar amenizar a situação”, disse.

Direito dos servidores

Janaina disse reconhecer a legitimidade dos servidores da Educação de pedir o pagamento da dobra salarial, já que ela foi aprovada em lei.

Entretanto, citou que pagar pouco mais de R$ 200 milhões pode comprometer a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) de todos os servidores.

“Todos nós entendemos, e o governador reconheceu, a legitimidade dos servidores em lutar pela lei. O que se questiona é o fato de pagando esses 7,69% vai dificultar muito a vida dos servidores em receber a RGA”, afirmou.

“O governo quer trabalhar e tem como meta número 1 recompor os reajustes inflacionários. Tem parcela até do Pedro Taques para pagar esse ano. As do ano passado não foi paga nenhuma. Mas é preciso deixar claro aos servidores uma sinalização. Se isso vai ser recomposto futuramente, se vai fazer um parcelamento. Acho que essa é a missão da Assembleia: intermediar junto ao Governo”, completou.

A greve 

Em assembleia que aprovou a greve, os profissionais da Educação apontaram que a paralisação é resultado das ações do Governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da lei que prevê a dobra do poder de compra nos salários dos professores.

A lei, aprovada em 2013 na gestão do ex-governador Silval Barbosa, dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração dos professores, além da RGA, durante 10 anos.

A categoria pede que o Governo faça um calendário para melhorar a infraestrutura das escolas, pague a lei da dobra do poder de compra, além de exigir a RGA, realização de concurso público e o não escalonamento da folha salarial.

 

 

Fonte: Midia News


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