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Guerra de preços do petróleo agrava crise nos mercados, e bolsas desabam pelo mundo


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Esta postagem foi publicada em 9 de março de 2020 Destaque 2, Notícias.

As bolsas de valores europeias operam em forte queda nesta segunda-feira (9), em meio ao aumento da tensão nos mercados devido ao avanço do coronavírus e à guerra de preços iniciada entre grandes produtores de petróleo, que fez desabar o preço do barril.

Por volta das 9h20, as principais bolsas da Europa desabavam perto de 7%, acumulando perdas em torno de 20% no mês.

O índice London FTSE-100, da bolsa de Londres, caía 6,62%; o Frankfurt Dax, na Alemanha, 6,83%, o CAC-40, em Paris, 6,92%, e o Ibex 35, em Madrid, 7,15%, segundo dados da Bloomberg. Em Milão, o FTSE MIB caía 10,27%.

“A epidemia contaminou a atmosfera dos mercados. Com as Bolsas europeias e americanas em queda e o desabamento do preço do petróleo, a epidemia é um catalisador da fragilidade e das contradições da economia mundial”, declarou Shen Zhengyang, analista da Northeast Securities.

“O risco de recessão mundial aumentou. Um retrocesso prolongado do consumo, além do fechamento prolongado das empresas, atacaria os lucros, provocaria o corte de empregos e reduziria o ânimo dos atores econômicos”, destacaram os analistas da Moody’s.
O contrato futuro do Ibovespa mais curto derretia cerca de 9% nos primeiros negócios desta segunda-feira, no primeiro indício do que deve ser uma sessão de fortes perdas na bolsa paulista neste começo da semana, destaca a Reuters.

Petróleo tem maior tombo desde a Guerra do Golfo

Os preços do petróleo também tombavam perto de 20%. Na abertura dos negócios no mercado asiático, o preço do petróleo do tipo Brent (principal referência internacional) chegou a recuar 31%, no maior tombo desde a Guerra do Golfo (1990 e 1991), atingindo mínimas que não eram registradas desde fevereiro de 2016.

Perto das 9h20, o barril de Brent caía 22,18%, em Londres, a US$ 35,23 na venda, enquanto que o barril WTI, nos EUA, perdia 22,34%, a US$ 32,06.

Os preços do petróleo desabaram após a Arábia Saudita decidir cortar seu preço venda o barril e estabelecer planos para aumentar expressivamente a produção de petróleo no próximo mês. A decisão foi tomada depois do fracasso das negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia sobre o volume de produção.

A Rússia se opôs ao corte de produção de petróleo sugerido pela Opep para estabilizar os preços do petróleo em meio à epidemia de coronavírus, que desacelera a economia global e afeta a demanda por energia.

 

Fonte: G1


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