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Inadimplência em água e luz cresce quase 60% e mais nomes vão para o SPC


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Esta postagem foi publicada em 21 de julho de 2020 Destaque Slide Topo, Notícias.

Mais mato-grossenses ficaram com o nome “pendurado na praça” durante a pandemia. Por não pagarem água e luz, o SPC Brasil registrou aumento de 59,31% de consumidores negativados entre janeiro e maio deste ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Dirigente Lojistas (CNDL). O número representa mais de 84,7 mil novos inadimplentes – aqueles que deixaram de pagar alguma fatura e estão com dívida em aberto – somente para este período.

Segundo CNDL e SPC, mais de 227,7 mil pessoas no estado estão negativadas por não pagarem faturas de água e luz, contas mais básicas de um morador. O número representa 18,38% dos mais de 1,2 milhão de inadimplentes, que também estão no vermelho por outras dívidas, como bancos (31,48%) e comércio (30,29%). Em janeiro, eram apenas 142,9 mil, representando percentual de 12,43%, de 1,15 milhões.

Ao RD News, a Energisa informou aumento de cerca de 10% na inadimplência. São aproximadamente 168 mil consumidores, dos 1,4 milhão de unidades consumidoras, em Mato Grosso. “Antes do isolamento social, esse percentual girava em torno de 3,5% a 4%”, informa assessoria de imprensa da concessionária.

A Águas Cuiabá, que oferta serviço somente para a Capital, chegou a confirmar aumento, mas, quando cobrada do números pela reportagem, não retornou com os dados até a publicação desta reportagem.

Segundo o economista e professor da Unemat, Feliciano Azuaga, o aumento da inadimplência era esperado. “São famílias em maior situação de vulnerabilidade social, onde a renda é menor, e elas são as primeiras a serem atingidas por que são vinculadas ao setor informal. Essas pessoas não tem uma proteção social e dependem muito de auxílios governamentais. Fica mais evidente, com a questão da pandemia, o que o impacto da redução da renda e o aumento do desemprego está ocasionando, de uma forma geral, nas famílias de Mato Grosso”.

Feliciano aponta que o atraso das contas básicas, como água e luz, começam a ser notadas. Em seguida, ela começa a cortar alguns alimentos básicos do dia a dia, como carnes, e passa consumir mais amido – arroz, feijão – e também produtos industrializados, como bolachas. Cita que o grupo mais vulneravéis serão as crianças.

Comenta ainda que, mesmo com o auxílio do Governo Federal, que paga R$ 600, muitos têm dificuldades de acesso por problemas de cadastro ou documentação, por exemplo. “A gente não sabe também até quando as ajudas do governo vão permanecer. Enquanto não retomar a uma situação de normalidade e essas pessoas não tiveram uma fonte de renda reestabelecida, essa situação [a inadimplência] deve permanecer nesse patamar ou até piorar”.

De acordo com o SPC Brasil, que é um dos órgãos de restrição de crédito, quando um consumidor deixa de pagar a fatura de alguma conta, como banco, água, compra parcelada, por exemplo, a empresa pode registrar a inadimplência. No entanto, ela não é obrigada. “Em geral, as empresas credoras costumam registrar a inadimplência depois de verificarem que o pagamento não ocorreu mesmo após 30 dias de vencimento”, explica em nota metodológica.

Também não há prazo para a empresa registrar a inadimplência, ou seja, a empresa pode tanto colocar o nome do cliente devedor no dia seguinte ao vencimento da fatura ou até mais de um depois dela.

Vale ressaltar que, durante a pandemia, está suspenso corte de água e luz por parte das concessionárias, mesmo com as contas atrasadas. Em maio, o prefeito Emanuel Pinheiro estendeu até para agosto a suspensão de corte de água para devedores. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também estendeu o mesmo benefício até para 31 de julho.

Dicas

O economista Feliciano aponta que essa postergação de contas tem um efeito paliativo no momento atual. “É uma ação emergencial para não ter tanto impacto agora, mas vai vir lá na frente. No retorno [da pandemia], as pessoas vão ter essas dívidas e vão ter que sentar com os credores para renegociá-las. O problema, que seria de agora, vai ser daqui a 6 meses a 1 ano”.

Para contornar a crise nas finanças domésticas, Feliciano dá quatro dicas para enfrentar a situação atual e após a pandemia:

1) Colocar no papel ou planilha todos os gastos da família, organizar o orçamento e identificar o que é gasto essencial e o que é supérfluo;

2) Cortar os gastos supérfluos e focar só no essencial – alimentação, transporte para trabalho, contas básicas e etc.;

3) Se está endividado (a), sentar com os credores e dialogar, de forma aberta, para pedir desconto ou postergação da dívida;

4) Ter o hábito de criar uma reserva de emergência ou poupança. “Minha recomendação é remediar. Precaução sempre é mais barato do que remediar”, diz o economista.

Outro lado

Em, nota, a Águas Cuiabá informa que faturas em aberto e atrasadas podem deixar os clientes “sujeitos à negativação, conforme a legislação”. “A companhia lembra que é importante manter as contas em dia para evitar o acúmulo dos valores a serem quitados para as faturas de água e esgoto. […]. Além disso, a concessionária realiza contato com clientes para entender suas necessidades e avaliar as alternativas de negociação para regularidade dessas unidades com propostas e parcelamentos diferenciados”, se posiciona.

Por sua vez, a Energisa Mato Grosso pontua inicialmente que, como milhares de outras empresas, “o cenário enfrentado pelo setor elétrico – desde o início da pandemia no país – é desafiador”. Aponta o desemprego e, consequentemente, a dificuldade das pessoas para pagamentos para o aumento da inadimplência. “Os pagamentos, porém, precisam ser mantidos, sob o risco de comprometer a sustentabilidade de toda a cadeia”.

A concessionária de energia elétrica também cita que a Aneel e o Governo Federal adotaram medidas para clientes vulneráveis, como a Tarifa Social. O programa torna as faturas mais baratas para quem tem renda mensal por pessoa menor ou igual a metade do salário mínimo e que sejam inscritas Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, ou famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até 3 salários mínimos, mas quem tenha dependente doente ou deficiente que precisa uso continuado de aparelhos elétricos. Nestes casos, o desconto é aplicado conforme o consumo – quanto menor é ele, maior é a porcentagem de economia.

Informa ainda que “mesmo quem teve o corte suspenso, pode negociar para evitar um acúmulo de dívidas lá na frente” e acrescenta que “a empresa está monitorando, caso a caso, ofertando aos nossos clientes condições especiais para regularização dos débitos”.

A empresa oferta ainda condições especiais de parcelamento para os cientes com contas atrasadas. Consumidores atendidos em baixa tensão, como as residências e pequenos comércios, poderão dividir novamente seus débitos já negociados com entradas facilitadas e mais opções de parcelamento. Para negociar os débitos com a Energisa basta entrar em contato com a distribuidora pelo Whatsapp da Gisa, Website ou aplicativo Energisa On. No chat da conversa de Whatsapp, é só escrever “Parcelamento”.

 

 

Fonte: RD news


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