Eles colocaram pneus e madeira para impedirem a passagem dos veículos. Os índios colocaram uma faixa afirmando que o protesto é “Em defesa da Amazonia. Sem ouvir indígenas, não terá concessão e Ferrogrão”. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local monitorando e informou que já está em negociação para fazer a liberação da via.

A interdição na rodovia foi adiantada por Só Notícias, na última sexta-feira. O responsável pelas relações públicas do Instituto KABU – Mẽkrãgnõtire, Doto Takak-ire confirmou, anteriormente, que a via só será liberada para passagem de ambulâncias com pacientes e não há prazo para terminar o manifesto.

“Tem data prevista para fechar, mas não para liberar. Vamos reivindicar defesa da floresta para o governo (Federal) cumprir o direito que temos sobre a rodovia. A Ferrogrão quando o governo começou fazer o estudo não nos consultou. Só tivemos uma promessa e não fizeram consulta prévia livre. Além disso, todas às vezes que pedimos voos levam de dois a três dias para tirarem (da aldeia) os pacientes. Também não temos profissionais suficientes para tender os índios”, apontou Takak-ire.

Doto afirmou ainda que a liberação da rodovia ficará condicionada com a resolução dos problemas. “Queremos provocar encontro com representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ministério da Infraestrutura e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)”.

Na semana passada, representantes do Fundo Soberano da Arábia Saudita para apresentar os principais projetos econômicos de desenvolvimento e infraestrutura que estão em andamento no país. O Ministério da Infraestrutura participou do encontro virtual e apresentou o projeto da Ferrogrão.