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Índios dizem que três etnias são prejudicadas com poluição de rios após instalação de usinas em MT: ‘Água está suja e não tem como beber’


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Esta postagem foi publicada em 11 de dezembro de 2020 Destaque 1, Notícias.

Indígenas de aldeias próximas à divisa entre Mato Grosso e Pará afirmaram que três etnias estão sendo prejudicadas com a poluição do Rio Teles Pires após instalação de usinas na região. Eles alegam que depois do início da operação de usinas a água do rio ficou imprópria para consumo e cobram na Justiça acesso à água potável.

Em nota, a Usina Hidrelétrica Sinop, instalada no norte do estado, informou que não há terras indígenas nas proximidades do empreendimento e que parte das propriedades às margens do rio teles pires na região da usina é de atividade agropecuária.

As dificuldades enfrentadas pelos indígenas para conseguirem água em condições de uso são discutidas em uma ação judicial que quer que as usinas hidrelétricas da região norte providenciem água potável para as aldeias prejudicadas.

De acordo com o presidente da associação dace, Laureci Munduruku, antes da instalação dos empreendimentos, a água utilizada era a do Rio Teles Pires.

“Antes da chegada das usinas, nosso rio era limpo, saudável. A cor da água era clara, mas hoje estamos vendo nosso rio sujo, barrento”, ressaltou.

Um acordo firmado com uma das usinas possibilitou que em algumas aldeias tenham captação de água por bomba, de forma provisória, mas nem todas são beneficiadas.

“Hoje em dia a água está suja e não tem como beber. Tem muito lodo no rio”, disse o líder da Aldeia Mairowi, Leonardo Karo.

Para buscar uma solução para as aldeias atingidas, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação judicial ainda em 2014.

No dia 2 deste mês, representantes das etnias prejudicadas foram ouvidos pela primeira vez, em uma audiência de instrução que faz parte do processo.

“Existem quatro grandes empreendimentos hidrelétricos, além de outros previstos, que impactam diretamente três etnias que vivem em territórios de Mato Grosso e Pará”, disse o procurador da República, Ricardo Pael.

O processo judicial ainda está em andamento, sem previsão para de quando deve sair uma decisão.

“Foi feita uma perícia química sobre a qualidade da água que apontou a necessidade de tratamento da água. Houve também uma perícia antropológica que o Ministério Público requereu e o juiz inicialmente negou e isso está hoje no âmbito do tribunal em Brasília”, explicou.

 

 

 

Fonte: G1


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