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Justiça nega liberdade a policial suspeito de aplicar golpe em 40 mil pessoas


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Esta postagem foi publicada em 4 de novembro de 2021 Destaque 2, Notícias.

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) manteve a prisão do policial militar Eder de Melo Gonçalves, do Estado do Paraná, que está preso no Batalhão de Guarda e Escoltas de Piraquara, cidade localizada na região metropolitana de Curitiba. Ele é réu num processo que apura a atuação de uma suposta organização criminosa, formada por pessoas e empresas de fachada de Mato Grosso e também outros estados, e que teria aplicado o “golpe da pirâmide” em pelo menos 40 mil pessoas.

A decisão monocrática do desembargador Rui Ramos, membro da Segunda Câmara Criminal, é do dia 29 de outubro de 2021. Segundo informações do habeas

corpus, o policial Eder de Melo Gonçalves estaria sofrendo “cólicas renais”, em razão de possuir “pedra nos rins”, e pediu que fosse beneficiado com a prisão domiciliar. Ele esta detido no Batalhão de Guarda e Escoltas de Piraquara há mais de 70 dias, e vem “urinando sangue”.

“O paciente teve uma crise renal, com dores, vômito, mal estar e urinando sangue, momento em que solicitou atendimento médico, onde foi constatado uma ‘discreta ectasia do sistema coletor do rim ipsilatera’, ou seja, ‘pedra’ nos rins, sendo necessário a realização de uma cirurgia para sua retirada”, diz trecho do pedido.

Em sua decisão, o desembargador Rui Ramos revelou que o policial militar paranaense foi “prontamente atendido” por profissionais de saúde quando teve as crises renais, e não conseguiu comprovar nos autos que não está tendo o tratamento adequado na prisão.

“Cumpre ressaltar que o pedido de prisão domiciliar, não foi posta a análise do Juízo originário. Contudo, não extrai dos autos uma excepcionalidade necessária para a concessão da prisão domiciliar, ante a ausência de comprovação de que o paciente esteja extremamente debilitado e de que o estabelecimento prisional não possua condições de oferecer o tratamento adequado. Ademais, observa-se que o paciente foi prontamente atendido pelos agentes e levado para atendimento especializado”, diz trecho da decisão.

EASY MONEY

A juíza da 7ª Vara Criminal do TJMT, Ana Cristina Silva Mendes, aceitou em setembro de 2021 uma denúncia contra 10 pessoas que fariam parte de uma organização criminosa por trás de uma pirâmide financeira. Mateus Pedro Ceccato, presidente da King Prime – organização que prometia lucro mensal de 33,9% em investimentos -, está preso em Rondonópolis (216 KM de Cuiabá), desde agosto deste ano.

Além de Mateus Pedro Ceccato, a Justiça Estadual também aceitou a denúncia contra sua esposa, Príscilla Dhane Pereira de Oliveira, também chamada de “Primeira Dama”, e que sempre estava “ao lado de Mateus nas publicidades, anúncios, lives e demais vídeos, para captação de vítimas”. Agnaldo Bergamim de Jesus, proprietário da Bentley Investimentos (que se “fundiu” com a King), e que teria uma “carta fiança” apresentada em materiais publicitários para “garantir” os recursos investidos (e que seria inidônea), também virou réu na ação.

A lista de réus é completada por Vanessa Fernandes Dutra, esposa de Agnaldo Bergamim, e “diretora financeira” da organização criminosa, Renato Evangelista dos Santos, Aline Lima Malta Evangelista e Vinicius da Silva Siqueira – estes três últimos, responsáveis por “captar os clientes em massa, por meio de vídeos em plataformas como Youtube e Facebook” -, Eduardo Alves Lopes, que atuava no aporte de “elevadas quantias” em dinheiro para a organização, além de Danilo Cerqueira dos Santos, que “lavava” e “distribuía” o dinheiro ao grupo, proprietário da Skyline Investimentos.

O rol dos denunciados é finalizado pelo policial militar Éder de Melo Gonçalves, morador de Cascavel (PR), o “Amigão Eder King”, apontado como o “braço direito” de Mateus Pedro Ceccato. O grupo responderá por constituir organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.

Todos os réus encontram-se presos preventivamente com exceções ao casal Agnaldo Bergamin de Jesus e Vanessa Fernandes Dutra, bem como Eduardo Alves Lopes. O trio é considerado foragido da Justiça. Aline Lima Malta Evangelista foi beneficiada com a prisão domiciliar por ter um filho menor de 12 anos. Na decisão que aceitou a denúncia, a juíza Ana Cristina manteve a prisão preventiva dos réus.

O esquema de pirâmide revelado pelo Gaeco reuniu 40 mil pessoas e movimentou R$ 39 milhões.

 

 

 

 

Fonte: Folha Max


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