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Líder indígena nega envolvimento de Ongs e mantém interdição na BR-163 contra ferrovia Sinop-Miritituba


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Esta postagem foi publicada em 18 de agosto de 2020 Notícias, Política.

O cacique Kayapó e responsável pelas relações públicas do Instituto KABU – Mẽkrãgnõtire, Doto Takak-ire negou, em entrevista, que existe envolvimento de Organizações não Governamentais (Ongs) na interdição da BR-163 no quilômetro 332, na região de Novo Progresso (597 quilômetros de Sinop), que começou, ontem, por volta das 6h40 e não houve liberação durante todo o dia. Apenas ambulâncias com pacientes estão passando.

“Até agora, ninguém nos procurou para dar uma resposta. Ao menos 90 índios estão no local. Nós temos o Instituto KABU – Mẽkrãgnõtire, que é administrado por indígenas. Não tem envolvimento de branco no nosso manifesto. A PRF está fazendo o controle e nos ajudando manter a segurança. Quando um Kayapó toma uma decisão, não quer saber se vai morrer ou não. Nós estamos enfrentando à pandemia para reivindicar nosso direito. Nós estávamos no isolamento. Corremos os riscos de pegar (Covid-19), mas vamos manter a luta”, afirmou Takak-ire.

5O protesto é contra o projeto da ferrovia Sinop-Miritituba, que deve receber R$ 8,4 bilhões em investimentos privados.  Os indígenas colocaram pneus e madeira para impedirem a passagem dos veículos. Também fixaram  uma faixa afirmando que o protesto é “Em defesa da Amazônia. Sem ouvir indígenas, não terá concessão e Ferrogrão”.  “A Ferrogrão quando o governo começou fazer o estudo não nos consultou. Só tivemos uma promessa e não fizeram consulta prévia livre. Além disso, todas às vezes que pedimos voos levam de dois a três dias para tirarem (da aldeia) os pacientes. Também não temos profissionais suficientes para tender os índios”, apontou Takak-ire, anteriormente.

O indígenas exigem a presença de representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ministério da Infraestrutura e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para resolução dos problemas para liberação da rodovia.

Fonte: Só Notícias


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