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Mato Grosso registra 6 mortes por dengue este ano


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Esta postagem foi publicada em 2 de abril de 2020 Notícias, Política.

Mortes por dengue em Mato Grosso chegam a 6 neste ano. Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde e se referem até a terceira semana de março. No mesmo período do ano passado, conforme levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Estado não confirmou nenhuma morte pela doença. Além das 6 confirmadas até agora, uma morte por dengue segue em investigação. O Estado também tem comprovado um óbito por chikungunya.
Dor de cabeça, febre alta, vômito, esses eram alguns dos sintomas do filho de Andressa Cristina dos Santos, 32, moradora do Pedra 90, em Cuiabá. A mulher conta que o menino, de 9 anos, começou primeiro a reclamar de dores no corpo e, logo em seguida, vieram os outros sintomas que acenderam o alerta. ‘Levei ele à policlínica e, depois, o exame confirmou para dengue’, conta.
O risco de perder o filho fez Andressa e toda a família a redobrarem ainda mais os cuidados no combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da doença. ‘Vistoria no quintal é rotina na minha casa. Um mosquito quase tirou meu filho de mim. As pessoas não levam o assunto a sério, mas vidas estão em jogo’, diz.
Francisca Assis, 45, conta que, na casa dela, três pessoas tiveram dengue. Ela mora em Rondonópolis, uma das cidades com mais notificações da doença. A filha, o marido e Francisca foram diagnosticados com dengue. ‘Não tem nem como descrever o quanto essa doença é perigosa e quanto mal nos causa. Precisamos estar sempre em alerta’, reforça.
O levantamento da SES revelou que, de janeiro até a terceira semana de março, foram mais de 17,5 mil notificações por dengue, uma taxa de 523 casos a cada 100 mil habitantes. Em comparação com mesmo período do ano passado, houve um aumento de 333% nas notificações.

 

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Em 2019, foram pouco mais de 4 mil, com taxa de 120 casos a cada 100 mil. O Estado é considerado de alto risco de incidência para a doença. Também em alto risco está, além de Rondonópolis, o município de Sinop.
Os casos na cidade no norte do Estado saíram de 464 para 3,2 mil crescendo em 602%. Atualmente, Sinop tem uma incidência de 2,3 mil casos a cada 100 mil pessoas. No caso de Rondonópolis, o aumento de notificações foi de 776%, saindo de 89 para 780. Na cidade, são 350 casos por 100 mil pessoas.
Coordenadora da Vigilância de Zoonoses de Cuiabá, Alessandra Carvalho reforça a necessidade em fazer do combate à dengue uma rotina. Ela destaca que, em apenas 10 minutos, o cidadão pode manter o quintal livre de criadouros. ‘Agindo uma vez por semana a população interfere no desenvolvimento do vetor, cujo ciclo de vida, da postura do ovo ao mosquito adulto, leva de 7 a 10 dias’, confirma.
Alessandra enfatiza que são medidas simples que podem salvar vidas. A limpeza do quintal, manter depósitos de água devidamente tampados, limpar as calhas e armazenar garrafas e outros recipientes que possam acumular água de “bocapra baixo”. Destacando que 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, lembra a importância do envolvimento da população.
Outros dados
Mato Grosso registrou, neste ano, 243 notificações de zika vírus, 7,3 casos a cada 100 mil pessoas. Os registros de chikungunya chegaram a 462, uma incidência de 13,8 a 100 mil. Entre as mortes por dengue confirmadas em Mato Grosso está a da estudante de fisioterapia Andressa Monalisa de Oliveira, 24, em Lucas do Rio Verde. Andressa morreu no dia 11 de março, após ser internada numa unidade particular com suspeita da doença. A confirmação ocorreu no dia 21 de marçoo. A cidade de Sinop aparececom mais casos, apresentando duas mortes confirmadas e uma em investigação.

 

 

 

Fonte: Gazeta Digital


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