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Mato Grosso vive um novo momento, uma nova era, era Maluf


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Esta postagem foi publicada em 14 de maio de 2020 Cebola Brava, Notícias.

Quem nunca ouviu falar do todo poderoso João Arcanjo, o “COMENDADOR” tão ponderoso que vários políticos obedeciam e pediam benção para o mesmo.

Pois bem, a era de Arcanjo passou, agora ao que tudo indica o estado tem um novo todo poderoso, isso mesmo tão poderoso que alguns políticos parecem que o temem, até mesmo o próprio governador do estado.

Calma irei explicar vamos lá.

Quem já ouviu falar do médico Guilherme Maluf? Isso mesmo o médico que virou vereador de Cuiabá. Que virou deputado estadual e, que em sua trajetória política ao longo dos anos acumulou vários processos, sendo até mesmo citado em delações do ex-presidente da assembleia José Riva e também do ex-Governador Silval Barbosa, pois este mesmo hoje é presidente do Tribunal de contas do Estado-TCE órgão que fiscaliza os gastos dos demais órgãos públicos do estado.

Guilherme Maluf, mesmo sendo investigado pela justiça, foi o escolhido pelos deputados estaduais, sendo sabatinado pela assembleia legislativa do estado para ocupar o cargo de Conselheiro do TCE-MT, e nomeado pelo Governador Mauro Mendes.

Todo o rito, desde a indicação do nome dele até a escolha, demorou menos de uma semana.

O MPE ingressou então com uma ação pedindo que Maluf não fosse nomeado no cargo. O pedido foi deferido pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular da Capital, que entendeu que a escolha do deputado pelos colegas ocorreu de forma acelerada e que Maluf não possui reputação ilibada para ocupar o cargo.

A Procuradoria da Assembleia Legislativa ingressou com ação para derrubar a decisão do magistrado. Nessa quinta-feira, o presidente do TJ, desembargador Carlos Alberto da Rocha, afirmou que não cabe ao Judiciário se envolver em um assunto que envolve o Legislativo e deferiu a liminar pleiteada pela ALMT.

Estando no cargo de conselheiro a oito meses na época, conseguiu também o cargo de presidente do órgão para o biênio de 2020/2022 sendo único candidato ao cargo.

Vale ressaltar que o cargo de conselheiro do TCE-MT é vitalício e tem diversos benefícios, além do salário de R$ 39,2 mil, cada um dos sete conselheiros recebe gratificação de R$ 3,2 mil, auxílio-moradia no valor de R$ 4,3 mil, auxílio livro no valor de R$ 39,2 mil, duas vezes por ano, e verba indenizatória de R$ 23,873,16 mil.

O valor da verba indenizatória que era de R$ 23,873,1623 mil foi suspensa pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Popular em 23 de novembro de 2019.

Já no dia 05 de maio de 2020 um projeto do próprio TCE-MT que cria uma Verba Indenizatória foi aprovada pela assembleia legislativo do estado de Mato Grosso e sancionado pelo governador onde legaliza verba indenizatória aos conselheiros do Tribunal de contas, o projeto foi aprovado em duas sessões seguidas, primeira votação dia Terça-feira 03 de maio e segunda votação na Quarta-feira 04 de maio, e encaminhado para sanção do governador.

Este projeto estabelece verba indenizatória de R$ 35 mil, para conselheiros do TCE-MT, os procuradores de contas e os auditores substitutos de conselheiro.

 Dos 24 deputados apenas 06 votaram contra o projeto.

O projeto apelidado de PL dos Marajás prevê, além da verba de R$ 35 mil aos conselheiros, o recebimento de cerca de R$ 95 mil ao mês pelo presidente do TCE, devido a uma “indenização” de 50% sobre o salário pelo exercício do cargo, entre outros benefícios.

A era Maluf, vem se alastrando, deputados acatando projeto que envergonham a sociedade, governador sancionando projeto, os mesmo que fizeram de tudo para colocar Guilherme como conselheiro, agora sancionam Verbas exorbitantes e benefícios, ao mais novo todo poderoso do estado, logo pode receber também uma comenda.

A pergunta que não quer calar. Teria o presidente do TCE-MT Guilherme Maluf, uma arma tão poderosa que comprometesse deputados e governador?

Vamos aguardar os próximos capítulos!

 

Fonte: Cebola Brava/Bruno Oliveira


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