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Militares se tornam réus por tiro em rosto de mulher que estava com o namorado


Esta postagem foi publicada em 27 de fevereiro de 2020 Notícias, Política.

A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, da Primeira Vara Criminal de Sorriso, recebeu denúncia e tornou réus os policiais militares Weberth Batista Ribeiro e Ezio Souza Dias, acusados de tentativa de homicídio contra uma mulher que estava com o namorado em um ponto de ônibus. A vítima foi atingida por tiro no rosto. Decisão é do dia 12 de fevereiro.
“Estando a denúncia conforme com os critérios do art. 41, CPP; inexistindo, por ora, causas excludentes da ilicitude e/ou da culpabilidade, salvo melhor instrução; havendo probabilidade da materialidade e da autoria, salvo, também, melhor instrução, recebo-a integralmente”, decidiu a magistrada.

Na mesma decisão, Emanuelle Chiaradia negou pedido para realização de perícia médica na vítima da ação criminosa. Conforme informado, já foi juntado nos autos prontuário médico e tomografia computadorizada.

No âmbito criminal, os policiais vão responder pelos crimes de tentativa de homicídio praticado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com a utilização de meio cruel.

Consta na denúncia criminal, que na data dos fatos, a Polícia Militar local recebeu diversas ligações anônimas relatando que os denunciados estariam no estabelecimento comercial denominado “Bar do Careca”, agredindo pessoas e efetivando disparos de arma de fogo. De acordo com relatos dos policiais ouvidos durante o inquérito, as denúncias anônimas afirmavam também que os dois haviam atirado contra uma mulher.

“As imagens do circuito interno de segurança obtidas pela Polícia Civil indicam que os increpados se aproximaram das vítimas, que estavam sentadas, bem como encostadas numa parede, literalmente encurraladas, dificultando suas defesas, quando desfecharam o primeiro disparo de arma de fogo em direção a elas, simplesmente por que estavam em seu caminho”, diz um trecho da denúncia do MPMT.

Após efetuarem o primeiro disparo, conforme o MPMT, os denunciados passaram a agredir fisicamente as vítimas com tapas e socos. Segundos depois, o policial Ezio Souza Dias retorna empunhando a arma de fogo e mirando em direção às vítimas, enquanto o outro dá sequência à sessão de tapas e soco, quando é possível perceber a ocorrência de mais um disparo contra o casal.

“Posteriormente, para concluir o intento homicida, Ézio se aproxima ainda mais das vítimas com o instrumento bélico apontado para elas, visando abatê-las, quando então Elizangela suplica, dizendo: “Pelo amor de Deus, não dispara”. Contudo, o increpado desfecha mais um tiro na direção de ambos, logrando êxito em atingir o rosto de Elizangela, que cai ferida ao solo, sangrando muito”, diz a denúncia.

De acordo com os laudos anexados ao processo, o tiro atingiu a face da vítima, causando ferimentos gravíssimos.

 

Fonte: Olhar Juridico


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