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Por ataque de pragas e doenças, quilo do tomate fica 71% mais caro em MT, diz IBGE


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Esta postagem foi publicada em 22 de abril de 2019 Destaque 1, Notícias.

De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do quilo do tomate aumentou 71%, nos últimos meses, em Mato Grosso. A razão, segundo os produtores, seria o ataque de pragas e doenças nas plantações do estado.

Na fazenda de João Sedane, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, os 2 mil pés de tomate, plantados em dois barracões, foram atacados pela traça do tomateiro, uma espécie de lagarta pequena que compromete a qualidade dos frutos.

Com menos oferta de produto, os preços tendem a subir. Em outras safras, João já chegou produzir uma média de 300 caixas de tomate, hoje, só está conseguindo 50 caixas, por barracão.

A perda somada aos custos de produção fez com que agricultor aumentasse o valor do quilo para revenda para R$ 8, na tentativa de minimizar os prejuízos.

O custo que João tem para cultivar mil pés de tomate é R$ 5 mil, entre fornecedores e despesas para manter as plantações.

“Então, se eu coloco o preço muito baratinho, não consigo quitar dívida com os fornecedores. Este ano, o retorno não está compensando”, explicou.

Em outra propriedade no mesmo município, a guerra é contra os nematóides. Mesmo com toda a estrutura da estufa, com cobertura e proteção, a produção caiu consideravelmente.

De acordo com o produtor Jair Júnior, a falta de assistência técnica agrava a situação.

Na propriedade de Jari, a média de produção, este ano, é de 100 caixas para cada mil pés de tomate, com um custo de R$ 50 por caixa. Com a pouca oferta no mercado, ele tem conseguido vender cada caixa por R$ 100, com vinte quilos de tomate, cada uma.

O técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Leonardo Dias, explica que o manejo de tomate é bem delicado. Segundo ele, a construção de estufas é fundamental.

“O agricultor precisa ter um cuidado maior durante o desenvolvimento da planta para ter uma produção de qualidade e livre de doenças”, alertou.

Ainda segundo o técnico, o agricultor precisa de cultivares resistentes e estudar o manejo mais adequado para cada situação.

Fonte: G1 MT


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