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Preso por extorsão, ex-policial se revolta e delata colegas corruptos em MT


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Esta postagem foi publicada em 4 de maio de 2021 Destaque Slide Topo, Notícias.

A Operação Renegados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (4), teve início após a delação premiada do ex-policial civil, H.B.J, que foi exonerado do cargo acusado de extorsão. De acordo com um auto de prisão, uma pessoa registrou a denúncia de que seis policiais civis foram até sua  casa e cobraram o pagamento de R$ 30 mil para não que ela não fosse conduzida à delegacia, após encontrarem drogas  num quintal que seria de sua propriedade.

O denunciante conseguiu baixar o valor para R$ 20 mil e marcou de encontrar com os policiais  às 18h em frente a uma borracharia para entregar a quantia. Mas, a Corregedoria mandou policiais para encontrar os supostos policiais no local combinado.

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram H.B.J e outro policial identificado como E.S.C. Também foram localizadas duas armas de fogo e o celular da vítima.

Os dois policiais foram autuados pela Corregedoria da Polícia Civil e presos em flagrante por extorsão. H.B.J foi exonerado do cargo após um Procedimento Disciplinar Administrativo (PAD) e recorre da decisão.

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Além disso, ele também é réu na prática de uma tentativa de homicídio, pela qual já foi condenado, mas recorre da decisão.

INVESTIGAÇÃO

Uma estagiária que atua na Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso teria utilizado uniforme policial para “extorquir” pessoas investigadas pelo órgão. Ela é um dos alvos da operação “Renegados”.

Além da “estagiária policial”, as investigações apontam ainda que policiais civis e militares de Mato Grosso, também alvos da operação “Renegados”, teriam utilizados informantes criminosos como “fonte” de extorsão. Os “dedo-duros” relatavam crimes aos agentes de segurança pública, que por sua vez extorquiam estes suspeitos.

Segundo uma reportagem do MT TV 1ª Edição (TV Centro América), a Delegacia do Coxipó, em Cuiabá, era uma espécie de “QG” da organização criminosa composta por policiais civis e militares. Os policiais utilizavam a estrutura da delegacia para facilitar e encobrir as ações da organização criminosa.

Além disso, pelo menos dois policiais presos, já seriam bastante “conhecidos” das forças de segurança e estariam envolvidos em outros crimes. Um deles é acusado de participar de um sequestro de um “estelionatário” – cujo pagamento de R$ 100 mil foi exigido para o seu “resgate”.

O outro teria sido flagrado durante uma apreensão de drogas estimada em R$ 2 milhões, ocorrida ano de 2020. Os suspeitos foram levados à sede do Gaeco, anexo a Procuradoria-Geral de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá.

OPERAÇÃO RENEGADOS 

O Ministério Público, por meio do Gaeco, em investigação conjunta com a Polícia Civil, deflagrou a operação “Renegados”, cumprindo 44 mandados – metade deles de prisão.

Os elementos informativos e provas colhidos, demonstraram que a organização criminosa era comandada por policial da ativa, o qual se utilizava  de técnicas de investigação com o uso de equipamentos da Polícia Judiciária Civil, além da facilidade de ser chefe de operação de uma Delegacia da capital, para facilitar e encobrir as ações criminosas do grupo. Ações essas que envolvem a prática de crimes graves como concussão, corrupção, peculato, roubo e tráfico.

No cumprimento das medidas judiciais, participaram o Ministério Público, através do Gaeco e sua equipe; a Polícia Judiciária Civil, por meio da Corregedoria-Geral, e com aproximadamente 20 delegados e equipes das Diretorias de Atividades Especiais e Metropolitana; além do apoio da Polícia Militar e do Ciopaer.

Fonte: Folha Max


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