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Procurador compara Mensalinho de Silval a esquema de filho de Bolsonaro


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Esta postagem foi publicada em 22 de julho de 2019 Notícias, Política.

Conversas privadas entre procuradores do Ministério Público Federal (MPF) divulgadas pelo site Intercept Brasil mostram que o coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, concordou com a avaliação de colegas do MPF de que o hoje senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, ambos do PSL, mantinha um esquema de corrupçãp em seu gabinete quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro.

Um dos procuradores, Danilo Dias, comparou o caso ao esquema de mensalinho que ocorria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

“Não tenho dúvida de que isso é mensalinho”, escreveu o procurador regional da República Danilo Dias, acrescentando em seguida: “No mesmo esquema de Mato Grosso com Silval Barbosa”, consta em trechos dos diálogos publicados neste domingo (21).

O mensalinho de Silval Barbosa citado pelo procurador foi tornado público com a homologação do acordo de delação premiada do ex-governador em agosto de 2017. Antes do acordo, ele ficou preso por quase dois anos no Centro de Custódia da Capital (CCC) até decidir confessar e entregar deputados, ex-secretários, empresários e até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) como integrantes dos equemas de corrupção.

Na delação homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Silval confessou ter chefiado uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 1 bilhão dos cofres mato-grossenses por meio de vários esquemas de corrupção que iam de fraudes em licitações, incentivos fiscais indevidos concedidos mediante propina paga por grupos empresariais até o pagamento de um mensalinho que ele fazia aos deputados estaduais em troca de apoio político e governabilidade no Legislativo Estadual.

Ao todo, de acordo com Silval Barbosa, 24 deputados, entre titulares e suplentes que faziam parte da 17ª legislatura (2011-2014) teriam recebido propina oriunda das obras do MT Integrado, da Copa do Mundo de 2014 e empresas beneficiadas com incentivos fiscais. Os parlamentares, segundo o ex-governador, receberiam R$ 600 mil cada um divido em 12 parcelas. Alguns deles foram gravados recebendo maços de dinheiro no gabinete de Silval e os vídeos foram exibidos pelo Jornal Nacional e outros veículos nacionais.

Agora, em âmbito nacional no contexto da Operação Lava Jato, o chefe da força tarefa e outros procuradores da República, reconheciam, de acordo com os chats secretos mantidos por eles e divulgados pelo Intercept Brasil e outros veículos nacionais como a Revista Veja, que Flávio Bolsonaro também mantinha esquema de corrupção.

Segundo os procuradores, o esquema, operado pelo assessor Fabrício Queiroz, seria similar a outros escândalos em que deputados estaduais foram acusados de empregar funcionários fantasmas e recolher parte do salário como contrapartida.

Conforme a publicação, a procuradora do MPF, Hayssa Kyrie Medeiros Jardim, explicou que o esquema praticado por Flávio se tratava de “Esquema equivalente ao descoberto na Dama de espadas”.

“Em seguida, a procuradora compartilhou um artigo da Tribuna do Norte, publicado no dia 12 de novembro de 2018, que revelava o funcionamento de um esquema similar na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. No caso, uma organização criminosa formada por servidores e ex-presidentes da casa realizou desvios milionários por meio de um esquema com funcionários-fantasma”, diz trecho da reportagem.

Segundo a revista Veja, que teve acesso ao documento que embasou a quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro, o Ministério Público do Rio de Janeiro vê indícios que sugerem a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do então deputado. O caso seria, então, ainda mais grave do que os outros casos citados pelos procuradores.

 

 

Fonte: Folha Max


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