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Reconstituição do caso Isabele leva mais de sete horas, conta com atrizes e três disparos no banheiro


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Esta postagem foi publicada em 19 de agosto de 2020 Destaque 1, Notícias.

Pelo menos 41 policiais civis participaram, na terça-feira (18), da ação de reconstituição simulada do caso que envolve a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, que levou um tiro no rosto disparado pela amiga de mesma idade, de forma supostamente acidental, dentro do condomínio Alphaville, em Cuiabá, no dia 12 de julho.

Os trabalhos passaram de sete horas. Tudo começou às 19h33. Todas as pessoas intimadas pela Polícia Civil compareceram, à exceção da adolescente que fez o disparo. Foram reproduzidos todos os movimentos efetuados pelas partes, para apontar a compatibilidade das versões apresentadas na investigação.

A ação foi tão minuciosa que, inclusive, três disparos foram feitos dentro da casa, para os policiais poderem chegar até o ponto certo de como ocorreram os fatos naquela noite de domingo, 12 de julho. Duas atrizes interpretaram o papel de Isabele e de sua amiga. Elas possuem a mesma altura e peso das meninas.

Para dificultar o acesso de pessoas não autorizadas ao local, os policiais montaram três tipos de bloqueios nas proximidades da casa. Apenas a assessoria da PJC e da Politec acompanharam o caso na frente da casa.

O empresário Marcelo Cestari estava na casa. Essa seria a primeira vez que ele voltou ao local após o ocorrido. Seus outros filhos, que estavam na casa, com excessão da autora do disparo, foram também para a cena de reconstituição.

Passava das 23h quando os policiais fizeram uma pausa para jantar. Eles comeram rapidamente alguns pedaços de pizza e logo voltaram para o interior da casa. O que mais chamou atenção foram os disparos.

A vizinhança inclusive se assustou também. Alguns moradores deixaram suas casa para saber de fato o que estava acontecendo. Até as cenas da troca de roupas e saída dos jovens da casa para tomar banho em outra residência foram refeitas.

No demais, apenas advogados e os membros da polícia puderam entrar na casa e acompanhar de perto todos os passos da Polícia Civil. Agentes do GOE (Gerência de Operações Especiais) faziam o cerco do local e impediam que qualquer estranho, que não fosse morador, conseguisse acessar perímetro.

Poucos minutos antes das 02h da madrugada desta quarta-feira (19), os policiais deixaram a casa. Eles não falaram com a imprensa, muito menos os advogados do caso.

O delegado responsável pelo inquérito, Wagner Bassi Júnior, também preferiu sair e apenas acenou aos jornalistas. Novamente, a imprensa fica órfã de alguma fala oficial sobre os trabalhos.

Sabe-se que no local eles tentaram reproduzir com o máximo de clareza todos os passos dados antes de ocorrer o disparo que matou Isabele. A família da adolescente morta preferiu não acompanhar.

A mãe de Isabele, a empresária Patrícia Guimarães Ramos, ficou em sua casa, acompanhada dos familiares, mas não voltou ao local do crime. Para ela, é essencial essa reconstituição, pois ela diverge do que foi dito pelas partes. Segundo Patrícia, a morte de sua filha não foi acidental, mas sim um homicídio.

 

 

 

 

Fonte: Olhar Direto


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