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Riva delata deputado de usar desvios na AL para construir “império educacional” fora de MT


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Esta postagem foi publicada em 6 de maio de 2020 Destaque Slide Topo, Notícias.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), José Riva, revelou em seu depoimento de colaboração premiada que um esquema de pagamentos de servidores fantasmas no órgão nos anos 2000 ajudou o atual deputado federal Haroldo Campos, ou o “Haroldo Cathedral” (PSD-RR), a construir um “império” no setor da educação privada no Estado de Roraima. A informação consta de um trecho da delação premiada de José Riva da qual teve acesso com absoluta exclusividade.

De acordo com Riva, a partir de 1998, ele e o também deputado estadual a época, Humberto Bosaipo, buscavam meios de quitar dívidas feitas na campanha eleitoral e para manutenção do Legislativo com o bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Um desses esquema, segundo ele, foi implementar um sistema de pagamentos de servidores fantasmas por meio de empréstimos realizados no antigo Banco Real.

Os recursos, na verdade, não iriam parar nas contas de nenhum servidor – mesmo porque eles só existiam no papel -, e seriam utilizados justamente para pagar a dívida com João Arcanjo Ribeiro e outros empresários de fomento mercantil. A fraude só teria sido viabilizada com o ajuda do então secretário de Recursos Humanos do Poder Legislativo, Haroldo Campos.

“Naquela época, outra fraude existente na ALMT consistia na criação de um sistema de folha de pagamento suplementar, por meio da inclusão de funcionários fantasmas, engendrado pelo secretário de Recursos Humanos, Haroldo Campos, contando com a participação do depoente, bem como do deputado estadual Humberto Bosaipo”, diz trecho da colaboração premiada de Riva em que dá detalhes sobre o esquema desvendado na “Operação Arca de Noé”, deflagrada há 17 anos pela Polícia Federal.

Segundo o documento, os empréstimos realizados para quitar a folha de pagamento com os servidores fantasmas giravam em torno de R$ 2,9 milhões a R$ 3 milhões. Outras instituições financeiras também teriam participado do esquema, porém, os empréstimos que eram destinados exclusivamente a factoring de João Arcanjo Ribeiro – utilizada na fraude -, eram realizados, segundo Riva, exclusivamente no Banco Real. “O empréstimo que era exclusivamente pra pagamento de factory eram os empréstimos junto ao Banco Real que foram realizados e que importava aproximadamente 2.900.000 [SIC] a 3 milhões [SIC]”, afirmou José Riva.

Esses empréstimos, e posterior pagamento, conforme revelou Riva, eram realizados com o objetivo de quitar os débitos com o João Arcanjo Ribeiro. O ex-presidente da Assembleia, no entanto, conta também que eles eram cada vez “maiores” e “mais frequentes” e que eles também foram utilizados pelo deputado federal Haroldo Campos para construir a faculdade Cathedral, em Boa Vista (RR). “Nessa toada, o proponente pode esclarecer que o senhor Haroldo Campos, beneficiado com os valores desviados da ALMT, implantou uma faculdade em Boa Vista Roraima (Faculdade Cathedral de Boa Vista), tendo expandido seus negócios para outros locais, o que o tornou muito forte economicamente, mormente pelo fato de que o negócio continuou e os saques foram se tornando cada vez mais frequentes e maiores”, detalhou.

A faculdade Cathedral, de propriedade de Haroldo Campos, foi a primeira instituição de ensino superior privada em Roraima, sendo construída no ano de 2001. A reportagem manteve contato com o parlamentar que se posicionou sobre o assunto e a reportagem será divulgada durante esta quarta-feira.

DELAÇÃO

A colaboração premiada do ex-deputado estadual José Riva foi homologada no dia 20 de fevereiro de 2020 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Em seu acordo de colaboração premiada, José Riva prometeu devolver cerca de R$ 93 milhões aos cofres públicos entre bens e dinheiro vivo, cujas parcelas vem sendo rigorasamente sendo pagas. O advogado de Riva, Almino Afonso, não quis comentar o teor do depoimento do ex-deputado.

 

TRECHO DO DEPOIMENTO DE RIVA AO MPE

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Fonte: Folha Max


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