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Rival de Arcanjo é chamado de “Dom” e organização tem ramificações, diz polícia


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Esta postagem foi publicada em 30 de maio de 2019 Notícias, Política.

reso nesta quarta (29), o empresário Frederico Muller Coutinho era chamado pelos membros da suposta organização criminosa liderada por ele como “Dom”. De acordo com as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, o grupo Ello tinha 19 membros com operações em diversos municípios do Estado, de forma estruturada e ordenada, e com divisão de tarefas.

As informações constam em decisão do juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal, que determinou a prisão de 33 pessoas ligadas à organização liderada por Frederico e sua rival no jogo do bicho, a Colibri, liderada pelos bicheiros João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues. A operação foi chamada de Mantus.

“A posição de chefia desse representado na organização criminosa FMC/ELLO é extraída especialmente dos diálogos interceptados com autorização judicial nos quais são interlocutores os gerentes comerciais da organização, Dennis Rodrigues de Vasconcelos e Gladison Roberto de Almeida da Cruz”, afirma o magistrado sobre Frederico.

Em interceptação telefônica feita em 23 de novembro de 2017, o gerente comercial do grupo, Dennis, e o gerente de Rondonópolis, Gladison, conversam sobre “Dom” estar nervoso. Gladison então afirma que “quem manda é o “Dom” e que se ele quiser encerrar a operação a decisão é dele, pois o negócio é dele”. Dennis responde dizendo que o momento não seria para desentendimentos e que iria conversar com Frederico.

Em nova interceptação telefônica, em 3 de março de 2018, os dois gerentes voltam a conversar sobre o chefe. Um novo interessado em participar do jogo do bicho, com cinquenta máquinas em Rondonópolis, teria procurado Gladison, que informa Dennis sobre a proposta. O gerente comercial do grupo afirma que “o Dom é um cara muito difícil para essas coisa (sic)”.

Na mesma conversa, Gladison também mostra preocupação com uma possível “guerra” entre os grupos por considerar que Frederico não iria aceitar um novo concorrente.

Os policiais rastrearam a localização do celular de Gladison em uma interceptação em que ele afirma estar ao lado de “Dom”. O endereço corresponde à sede do grupo empresarial de Frederico, no Bairro Baú, em Cuiabá. Outras conversas mostram membros da organização criminosa se referindo ao chefe simplesmente como “Muller” ou “Frederico”.

Movimentação irregular

A quebra do sigilo bancário de Frederico revela que, enquanto pessoa física, foram movimentados R$ 6,4 milhões no período investigado. A empresa Muller Coutinho Assessoria de Cobrança Ltda movimentou outros R$ 4,6 milhões, enquanto a Muller Coutinho Corretora de Seguro Ltda movimentou R$ 341 mil.

Também foram movimentados valores entre Frederico e outros membros da suposta organização como Dennis Vasconcellos, Indinéia Moraes Silva, Werechi Maganha dos Santos, Madeleine Geremias de Barros, sempre em pequenos valores e de forma reiterada, ação típica do crime de lavagem de dinheiro.

Cerca de R$ 112 mil, por exemplo, foram depositados para a Muller Coutinho Assesoria de Cobrança Ltda. entre 2 de janeiro de 2017 e 25 de janeiro de 2018 em dinheiro, de forma não identificada e fracionada. Outra conta da mesma empresa no Banco Santander recebeu R$ 281 mil depositados da mesma maneira.

 

O GCCO monta esquema de como funcionava organização criminosa supostamente liderada pelo empresário Frederico Muller, preso na  Mantus

  O GCCO monta esquema de como funcionava organização criminosa      supostamente liderada pelo empresário Frederico Muller, preso na Mantus

 

Membros e funções

Com base nas informações da GCCO, o magistrado indica a participação de cada um dos 19 membros da organização.

Indinéia Moraes da Silva, conhecida como “Jones”, seria a gerente financeira, responsável por um caixa central, cobrindo todas operações no Estado, e com função de controlar o recolhimento das apostas e a movimentação financeira do grupo.

Dennis Rodrigues de Vasconcelos, chamado de “James”, seria o gerente comercial da Ello, com mesma posição na hierarquia que Indinéia, logo abaixo de Frederico. James seria o responsável, por exemplo, por estruturar fisicamente o jogo do bicho pelo Estado e expandir a suposta organização criminosa. Kátia Mara Ferreira Dorileo, esposa de Dennis, seria assessora do gerente.

Madeleinne Geremias de Barros, chamada de “Mady”, seria assessora da gerente Indinéia. Ela é funcionária da AM Coutinho Locadora Ltda, que faz parte do grupo FMC.

Gladison Roberto Almeida da Cruz seria o gerente da organização em Rondonópolis. Em uma das conversas, ele mostra ser o responsável pelo pagamento dos advogados e das fianças de membros do grupo detidos durante fechamento de casas de jogos na cidade.

Werechi Maganha dos Santos teria função semelhante, porém no município de Campo Verde. Ele seria auxiliado por sua esposa, Patricia Moreira Santana, de quem é sócio nas empresas Maganha dos Santos & Santana Ltda e Maganha dos Santos & Oliveira. As empresas do casal tiveram transações financeiras com empresas de Frederico no período.

Laender dos Santos Andrade daria suporte e faria captação de clientes em Rondonópolis. Edson Nobuo Ybumoto seria o gerente de Tangará da Serra, administrando os pontos de aposta no município e prestando contas aos gerentes Indinéia e Dennis.

Bruno Almeida dos Reis seria o supervisor da baixada cuiabana. Cerca de R$ 11 mil foram transferidos entre contas de Bruno e de uma empresa de Frederico, fracionados em 21 transações, entre outros valores identificados pelas investigações.

Marcelo Conceição Pereira seria um dos responsáveis por recolher apostas e também por dar suporte aos demais membros da organização. Bruno e Marcelo foram abordados pela polícia durante apreensão de máquinas do jogo do bicho ligadas ao grupo em Rosário Oeste, em 2017.

Eduardo Coutinho Gomes, conhecido como “Dudu”, daria apoio operacional e suporte ao grupo. Já Alexsandro Correia, chamado de “Alex”, seria supervisor em Cuiabá. Ele controlaria o recolhimento do dinheiro das apostas na rua e também a logística de distribuição das máquinas na Capital. João Henrique Sales de Souza seria “recolhedor” das apostas, sob supervisão de Alex.

Outro supervisor seria Rosalvo Ramos de Oliveira. Durante as investigações, ele se demitiu do grupo, o que teria criado uma divisão entre os membros. Haroldo Clemetino Souza também seria responsável por recolher dinheiro das apostas e por dar suporte técnico às máquinas utilizadas pelo grupo FMC/ELLO no jogo do bicho.

Adrielli Marques e Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e um homem identificado pela polícia apenas como “Tulio de tal” também seriam recolhedores das apostas do jogo ilegal.

 

 

 

Fonte: RD News


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