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Sindicalista vê “excesso” de colega, mas critica “histórico” do TJ


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Esta postagem foi publicada em 1 de agosto de 2019 Notícias, Política.

O secretário de redes municipais do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, afirmou que a professora que chamou o Judiciário de “porco” e disse que o Governo do Estado “demorou para comprar uma liminar” pode ter cometido um excesso por conta do histórico do Tribunal de Justiça.

A declaração da professora foi feita por meio de um áudio enviado a um grupo de WhatsApp dos grevistas e foi uma reação à decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip, que declarou a ilegalidade da paralisação da Educação e determinou que os servidores voltem ao trabalho no prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 150 mil por dia.

Em conversa, Lopes disse não ter ouvido o áudio da companheira de sindicato. Disse que não irá levantar suspeita quanto à atuação da desembargadora, mas que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso já foi um dos mais corruptos do País.

“Não vou levantar nenhuma suspeita sobre a conduta da desembargadora. Talvez a colega tenha cometido algum deslize, cometido algum excesso, em função do histórico que tem sido a conduta do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A própria imprensa já noticiou várias vezes que tivemos um momento na história que o TJMT foi campeão em venda de sentença”, disse.

“Se a gente olhar o histórico de conduta de juízes de Mato Grosso, muitos foram aposentados por questão de corrupção. Mas, oficialmente, o Sintep não vai fazer esse tipo de acusação, por entender que ela [Maria Erotides] está lá cumprindo o papel dela enquanto desembargadora, mesmo que na nossa leitura a decisão seja equivocada”, acrescentou.

Henrique Lopes ainda comentou que a desembargadora Maria Erotides chegou a ser acusada, em 2018, pelo juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da Vara Especializada da Fazenda Pública da Comarca de Sinop (500 km de Cuiabá). Ele teria apontado um suposto tráfico de influência e “desvio funcional”.

“Talvez a companheira tenha cometido excesso, porque é exatamente lá de Sinop a denúncia de outro juiz contra a desembargadora que tomou a decisão. Tem um juiz lá que tem uma acusação contra a pessoa da desembargadora”, afirmou.

“Talvez, a declaração da companheira está no fato de que historicamente todas as decisões judiciais foram contra nós. Talvez, ela tenha desejado dizer isso e no calor da emoção tenha se excedido na fala. Estamos em um momento em que pessoas estão passando necessidade pelo corte de ponto. As pessoas estão bastante irritadas e no calor da emoção as coisas escapam”, disse.

Sem fim da greve

Henrique Lopes afirmou que o sindicato espera ser notificado da decisão judicial para recorrer.

Ele classificou como “descabida” a sentença, mas ressaltou que ela não dará fim à paralisação até que o Governo negocie com os grevistas.

Os servidores cobram o cumprimento da lei da dobra do poder de compra (Lei 510/2013), que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, bem como a Revisão Geral Anual (RGA).

“A decisão judicial veio em um momento muito ruim para o movimento. E na minha concepção é uma decisão descabida, que presta um desserviço para as relações democráticas no Estado, porque acaba confirmando as posições do Governo de que tem leis que valem mais e outras que valem menos”, afirmou.

“Mas na nossa concepção, leis são para serem cumpridas. Não temos acordo com o descumprimento de lei. Só queria chamar atenção para que o Governo não ache que essa decisão irá acabar com a greve. Na greve de 2013, tivemos uma declaração de ilegalidade no 15º dia e isso não suspendeu a paralisação. Tivemos 67 dias de greve”, completou.

Sem posicionamento

A reportagem procurou, também, o Governo do Estado para comentar o episódio. Em nota, o Executivo disse que não irá comentar.

“O Governo do Estado não se posicionará sobre o assunto”, resumiu.


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