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Sindimed critica governo por condições precárias de trabalho: “A pandemia veio mostrar o que sempre foi”


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Esta postagem foi publicada em 16 de julho de 2020 Notícias, Política.

O diretor do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) Adeildo Lucena não poupou críticas às condições de trabalho oferecidas aos profissionais da saúde durante a pandemia de Covid-19. “Faltam condições de trabalho, há muito tempo já faltava, não é só agora na pandemia. Agora descortinou o palco, só caíram as máscaras, a pandemia veio mostrar o que sempre foi”, disparou o médico em transmissão nas redes sociais nesta quinta-feira (16).

Durante a live, Adeildo enfatizou que as condições de trabalho que vem sendo oferecidas pelo Estado e por Cuiabá não garantem o minímo de segurança aos profissionais de saúde. “Tem médico morrendo, tem médico entubado. Quando uma pessoa que é responsável por garantir a proteção adequada diz que o médico está exigindo proteção classe A e esse momento não é pra isso, que momento vai ser? Queremos classe A sim, tudo para proteger o profissional de saúde”, afirmou.

O representante do Sindimed pontuou que a deficiência no contingente de profissionais da saúde é antiga e foi agravada pela pandemia de coronavírus. Segundo Adeildo os profissionais nem sempre estão dispostos a atender os chamados do Estado e do município porque as condições oferecidas não contemplam os direitos dos trabalhadores.

“Se nós tínhamos deficiência de médicos há uma década, agora não mudou muita coisa. O Estado não faz concurso na saúde há 20 anos, o município há seis ou sete anos. Eles preferem contratar o profissional com vinculo precário, sem direito a férias, 13º, não tem direito a aposentadoria, FGTS. Isso é de longa data e agora não está sendo diferente, continuam preferindo dar ao médico um vinculo precário”, lamentou.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por sua vez, rebateu reiterando que já abriu um processo seletivo para a contratação de profissionais para os Hospitais Regionais e aumentou a remuneração dos plantões estipulados em edital. Cerca de 750 profissioanais já foram classificados para atuar nos Hospitias Regionais de e Alta Floreta, Cáceres, Colíder, Rondonópolis, Hospital Metropolitano e Hospital Estadual Santa Casa no último dia 29.

No entanto, Adeildo também estendeu as críticas à falta de estruturas físicas para atender a demanda dos pacientes infectados com o vírus chinês. “Não tem respirador, não tem vaga na UTI ou transporte adequado e isso não é culpa do médico, é responsabilidade do gestor que teve tempo de se preparar, diz estar preparado, mas não se preparou”, disse.

Nesse sentido, Adeildo reiterou a posição do Sindicato dos Médicos de que seja adotado o lockdown no âmbito de Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente, os municípios estão em quarentena obrigatória. Porém, conforme a posição do Sindimed, a medida, de fechamento de todo o comércio não-essencial e restrição da circulação de pessoas, não deve ser avaliada a partir de um prazo pré determinado, mas de acordo com a capacidade dos recursos no sistema de saúde. Segundo a entidade, a função da medida é garantir tempo hábil para que possa ser oferecido tratamento aos doentes.

Lucena também cobrou dos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público Estadual, atenção às demandas dos profissionais da saúde durante a pandemia. “Não pode mandar um soldado pra guerra com estilingue na mão. Não pode mandar um médico enfrentar essa pandemia, sem dar condições de trabalho, sem um vínculo seguro. Preferem contratar uma empresa, que contrata outra, que obriga o médico a abrir uma ou ser sócio. É o absurdo dos absurdos”, apontou.

O médico ainda criticou a contratação de médicos por meio do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), que, segundo ele, é uma forma de contratar mão de obra “barata”. “Precisamos de profissionais qualificados. Nós temos, mas dê condições de trabalho e não precisaremos de profissionais estrangeiros”, declarou.

Ainda sobre as critíticas, a SES declarou que o Estado tem concentrado esforços no abastecimento constante dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), para garantir a segurança dos profissionais de saúde e lembrou que aguarda a aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em um Projeto de Lei que concede um adicional aos servidores que atuam na linha de frente das unidades hospitalares referenciadas para o tratamento da Covid-19.

Leia nota da SES na íntegra:

O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), trabalha na manutenção dos direitos e benefícios ofertados aos profissionais da Saúde, que são essenciais para o enfrentamento da pandemia. O Estado promoveu a reabertura do processo seletivo para a contratação de profissionais dos Hospitais Regionais e aumentou a remuneração dos plantões estipulados em edital.

Além disso, o Estado concentra esforços no abastecimento constante dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), para garantir a segurança desses profissionais. Entre aquisições, auxílios federais e doações, a pasta estima um estoque de mais de 8 milhões de itens de proteção. O material é renovado nas unidades de saúde do Estado a cada 15 dias.

O Governo também enviou um Projeto de Lei à Assembleia Legislativa, que visa à concessão de um adicional aos servidores da Saúde que atuam na linha de frente das unidades hospitalares referenciadas para o tratamento da Covid-19. Caso aprovado, o projeto também possibilitará que os profissionais contratados – da área de Saúde – e diagnosticados com o coronavírus recebam os valores dos plantões durante o período de recuperação.

 

 

 

 

Fonte: Hiper Noticias


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