Bem Vindo, visitante! [ Cadastre-se | EntrarRSS Feed

Facebook

Soja tem altas de dois dígitos em Chicago nesta 5ª feira com demanda melhor nos EUA


637x325 (1)
Esta postagem foi publicada em 23 de abril de 2020 Destaque 1, Notícias.

O mercado da soja inicia os trabalhos desta quinta-feira (23) com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago diante das boas perspectivas sobre a demanda da China nos EUA. Segundo informações da agência de notícias Reuters, a nação asiática comprou ao menos três cargos de soja norte-americana e as expectativas, segundo analistas de mercado, é de que as aquisições continuem.

Por volta de 6h45 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 8,75 e 11,25 pontos nas posições mais negociadas, levando o maio a US$ 11,46 e o agosto a US$ 8,54 por bushel. Os preços começam uma recuperação diante dessa demanda melhor após atingirem suas mínimas em 11 meses.

“As conversas no mercado de mais exportações dos EUA estão ajudando”, diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey, à Reuters Internacional. Esta semana, os chineses assinaram um acordo para compra de soja dos EUA e a notícia foi muito bem recebida pelo mercado, que há muito esperava por isso para se posicionar.

Mais do que isso, ainda de acordo com analistas, a China aproveitou os baixos preços da oleaginosa norte-americana para fazer compras em um momento em que está refazendo seus estoques e onde há preocupações com o comprometimento de algumas cadeias de suprimento ainda em função da pandemia do coronavírus.

Na outra ponta, porém, o mercado espera ver a continuidade dessas compras – que deve acontecer também dada a baixa disponibilidade do produto brasileiro -, mas também segue observando os desdobramentos da pandemia.

“Atualizações sobre o Covid-19 e a recessão global, sem dúvida nenhuma, também continua a afetar o humor dos investidores”, explica o consultor da Cerealpar, Steve Cachia.

As commodities todas sobem nesta quinta-feira acompanhando também o rally do petróleo. Pelo segundo dia consecutivo, os futuros da commodity sobem mais de 10%, também na tentativa de uma recuperação após preços negativos no vencido contrato maio e dos menores níveis do século para o junho. Esse último hoje sobe 14,95% em Nova York, com o brent sendo cotado a US$ 15,83 por barril do WTI.

Assim, os futuros do milho e do trigo também subiam, 0,75% e 1% na Bolsa de Chicago, respectivamente, enquanto na Bolsa de Nova York operavam em campo positivo o açúcar, café, algodão e o suco de laranja. Nesta manhã de quinta-feira sobem também os futuros do ouro.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja: Prêmios e dólar sobem forte no Brasil nesta 4ª feira e são combustível para preços no BR

O mercado da soja na Bolsa de Chicago fechou o pregão desta quarta-feira (22) com pequenas altas nos principais contratos, porém, bem próxima da estabilidade. O maio encerrou o dia com US$ 8,34 por bushel e o agosto, US$ 8,43.

De outro lado, o dólar voltou a subir forte no Brasil e fechou acima dos R$ 5,40 pela primeira vez, com alta de quase 2%. A moeda norte-americana segue sua escalada frente à brasileira e pode, segundo especialistas, testar níveis maiores do que os atuais diante do presente cenário.

Além das complicações causadas pelo coronavírus na economia global, a cena política conturbada no Brasil também é combustível para a divisa.

“O dólar bateu novos recordes históricos nesta quarta-feira, aproximando-se de 5,42 reais, em parte por um ajuste ao movimento do câmbio global na véspera, mas sobretudo pela escalada das apostas de corte de juros no Brasil, que faz minguar ainda mais as expectativas para o fluxo cambial”, explica a agência de notícias Reuters.

Ao lado do dólar alto, os prêmios para a soja brasileira também subiram forte nesta quarta, resultando em preços que seguem fortes no Brasil. A posição abril subiu mais de 22% para fechar com 55 centavos de dólar por bushel sobre Chicago em Paranaguá e o junho, 20% para 60 cents. Na posição julho, a alta foi de 50% para 72 centavos de dólar.

Dessa forma, base porto, os preços se mantêm acima dos R$ 100,00 por saca, porém, o ritmo de negócios já não é tão intenso diante da baixa disponibilidade de oferta neste momento. A procura grande pela soja do Brasil e o elevado comprometimento da safra 2019/20.

E essa baixa disponibilidade pode fazer com que, no segundo semestre, os preços possam estar ainda mais firmes, com o dólar podendo testar níveis mais elevados frente ao real e com os prêmios no Brasil podendo se fortalecer diante da pouca oferta disponível, segundo analistas e consultores de mercado.

“Embora os chineses ainda tenham adquirido dois navios de soja brasileira para agosto e setembro, eles já não encontram grandes volumes aqui porque a safra 2020 está com a oferta drasticamente reduzida”, diz o diretor da SIMConsult, Liones Severo. “A China continua negociando, mas como a oferta está muito reduzida, a prospectiva escassez de soja no segundo semestre, certamente, irá oferecer preços ainda mais elevados”, completa.

Severo estima as importações de soja da China neste ano em 96 milhões de toneladas, com a reconstrução de estoques na qual trabalha a nação asiática.

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os pequenos ganhos da soja refletiram uma necessidade de ajuste do mercado diante de baixas acumuladas e preços já tão depreciados.

As reações do mercado continuam refletindo os desdobramentos da pandemia de coronavírus em todo o mundo e espera por notícias melhores, principalmente aquelas relacionadas à economia e ao consumo. E a demanda da China nos EUA, ao lado das movimentações do mercado do petróleo, também seguem no centro do radar dos investidores.

E nesta quarta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou uma nova venda de soja para a China de 198 mil toneladas nest segunda-feira (22). O volume é todo referente à safra 2019/2020.

 

 

 

Fonte: Notícias Agrícolas


WhatsApp

Nenhum banner para exibir



Nenhum banner para exibir

Nenhum banner para exibir

-