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Soja tem leves altas em Chicago nesta 2ª, mas deve registrar nova semana forte no Brasil


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Esta postagem foi publicada em 27 de abril de 2020 Destaque 2, Notícias.

Por volta das 7h25 (horário de Brasília) desta segunda-feira, as cotações da soja subiam entre 1,25 e 3,75 pontos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago. Assim, o contrato maio/20 era cotado a US$ 8,33 e o julho, US$ 8,41 por bushel. O agosto/20 tinha US$ 8,42.

O mercado internacional continua se dividindo entre as notícias do cenário macroeconômico – ainda muito influenciadas pelos desdobramentos do novo coronavírus – e seus fundamentos, olhando para a demanda e para o início da nova safra norte-americana.

“É a ultima semana do mes, com traders tentando buscando encontrar e garantir algum lucro. O mercado opera com pequenas altas no momento à espera de novas compras de soja americana pela China”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar.

E até este momento, os traders ainda não sentem a influência de adversidades climáticas e o mercado agora observa os cenários para, aos poucos, ir definindo seus novos rumos.

NO BRASIL

Para o Brasil se espera mais uma semana de preços firmes e superando – ou ao menos mantendo – níveis recordes diante da possibilidade de continuidade do dólar. A saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça na última sexta-feira alimentou uma alta ainda mais forte do dólar frente ao real, a qual poderia continuar nos próximos dias.

“No Brasil, além da pandemia e recessão global, infelizmente, temos a crise política, onde só com uma atuação mais agressiva do Banco Central brasileiro para impedir uma desvalorização ainda maior do Real, que já está em patamares recorde”, explica Cachia.

Dessa forma, os vendedores poderão buscar níveis ainda mais elevados de preços diante dessa possiblidade de um dólar mais elevado ainda.

“O mercado da soja deve seguir firme e os vendedores agora vão tentar patamares ainda maiores. Mas, para ter fechamentos terão que ter dólar mais forte e alguns já nos apontavam que esperam que agora as cotações possam ir aos R$ 110 para maio nos portos”, diz Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

Como explica o especialista, há ainda nos portos algum espaço de embarque para maio, com os compradores querendo mais posições para junho e a frente, podendo pagar mais para agosto em diante.

“Os compradores devem continuar agressivos e querendo a soja, porque estão vendo a comercialização que vai evoluindo rapidamente e pouco vai restando para os novos fechamentos. Seguirá firme, mas totalmente dependente do dólar”, conclui Brandalizze.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Soja quebra todos os recordes no Brasil e supera os R$ 110 no sobre-rodas posto Paranaguá/agosto

Como não poderia deixar de ser, os preços da soja quebraram todos os recordes nesta sexta-feira (24) e superou os R$ 110,00 por saca na referência chamada sobre rodas para agosto de 2020. Nos melhores momentos do dia, os indicativos chegaram aos R$ 112,50 com pagamento para 1º de setembro, segundo informações da Agrinvest Commodities.

“A referência do sobre rodas em Paranaguá torna-se realidade e já é comercializada acima dos R$110/saca para agosto deste ano. A alta do dólar e dos prêmios foram os principais fatores para a forte alta da oleaginosa no mercado brasileiro”, explicou o analista da Agrinvest, Marcos Araújo.

A moeda norte-americana renovou suas máximas nesta sexta-feira, chegando a testar níveis acima de R$ 5,70 ao longo do dia. A saída de Sérgio Moro do Ministério da Agricultura foi anunciada hoje pelo próprio e serviu como combustível para a escalada da moeda norte-americana, que já vinha subindo.

A conturbada cena política já vinha ampliando o espaço para tal valorização do dólar cena intensa e conturbada da política brasileira e que agora se agravou ainda mais.

O momentou intensificou ainda o ritmo das vendas de soja aqui no Brasil, tanto da safra 2019/20, quanto da 2020/21. Dessa forma, parte das baixas observadas na Bolsa de Chicago no pregão desta sexta-feira, que terminou com perdas de pouco mais de 6 pontos entre os principais vencimentos.

A alta do dólar fortalece ainda mais a competitividada da soja brasileira e atrais os importadores pela vantagem cambial. Além disso, a qualidade melhor do produto brasileiro é mais mais um diferencial frente aos demais concorrentes.

Esse protagonismo da soja do Brasil acabou ganhando mais espaço do que mais compras que a China fez nos EUA nesta sexta. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de soja para a China nesta sexta-feira (24) de 136 mil toneladas.

O volume é todo da safra 2019/20 e este é o terceiro anúncio do departamento nesta semana e o total das compras da nação asiática chega a 606 mil toneladas.

Ainda nesta sexta-feira, o USDA trouxe vendas de soja também para o México de 125 mil toneladas, sendo 39 mil da safra 2019/20 e 86 mil da safra 2020/21. Os mexicanos compraram ainda 589,395 mil toneladas de milho dos EUA, sendo 369,9 mil toneladas da atual temporada e 219,795 mil da nova.

 

 

 

Fonte: Portal do Agronegócio


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