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Sorriso: adolescente diz que sofreu agressões e tortura de policiais


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Esta postagem foi publicada em 18 de junho de 2019 Destaque Slide Topo, Notícias.

Um adolescente, de 17 anos, diz que sofreu tortura psicológica, agressões e ameaça de morte durante uma abordagem policial, em sua casa, no último sábado dia 9, por volta das 21h30min, no bairro Novos Campos, em Sorriso. O rapaz e a mãe dele foram ao Ministério Público para formalizar a denúncia. Antes, registraram boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil.

Em entrevista ao Balanço Geral nesta tarde, o rapaz disse que foi agredido por três Policiais Militares da Força Tática.

O estudante acusa os PMs de tortura, cárcere privado, lesão corporal e ameaça. Ele alega que foi agredido com um cabo de vassoura e um facão e que teve sua cabeça batida contra a parede por cerca de meia hora.

O jovem diz que fez exame de corpo delito e visa processar os policiais. Segundo ele, os militares revistaram um bar e depois invadiram a sua casa enquanto ele ouvia música. “Quando entraram na minha casa colocaram uma lanterna na minha cara, se apossaram de um cabo de vassoura e me torturaram. Eu não sei o motivo pelo qual eu apanhei”.

O adolescente também diz que foi ameaçado de morte. “Um dos soldados tacou minha cabeça na parede e me deu murros. O outro, com um facão, me deu várias lapadas de facão, ponhava o facão no meu pescoço e disse ‘se você abrir a boca para contar que a Polícia Militar esteve aqui na sua casa, eu vou te matar’. Eu falava que não ia contar. Eles ficaram mais de meia hora me torturando dentro de casa, foi bem complicado. Só quero justiça e que isso não fique impune”.

Questionado, o rapaz nega que tenha envolvimento com a criminalidade. “Eu nunca usei droga, eu não ando com gente que não presta, nunca andei com ninguém de facção. Meu fim de semana é dentro da minha casa. Já fui detido uma vez porque criei passarinho e fui pego com passarinho na mata e por som alto”.

A mãe do adolescente, que preferiu não se identificar, disse que não estava em casa quando o suposto caso aconteceu, mas afirma acreditar na versão do filho. “Ele não mexe com nada errado, não tinha droga, não tinha nada. Ele estava sozinho, deitado. Fui à delegacia porque fiquei preocupada com ele”, disse a mulher, acrescentando que teme que o filho seja morto.

Declarou, ainda, em entrevista, que espera que as providências sejam tomadas. “Ele não tem tatuagem, não usa droga e não faz nada de errado”, garante.

Outro lado

Os três policiais apontados pelo adolescente ainda não se pronunciaram, mas o tenente-coronel Jorge Almeida, comandante da Polícia Militar, disse que falará sobre o caso.

 

 

Fonte: Portal de Sorriso


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